Estação Cabo Branco–ciência, cultura e artes de Oscar Niemeyer

A Estação Cabo Branco – ciência, cultura e artes, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer fica localizada no bairro Cabo Branco, região de João Pessoa que possui uma ocupação mais recente e está na chamada Zona Especial de Preservação, o Parque do Cabo Branco, que ainda guarda resquícios da Mata Atlântica.

DSC04702

O centro cultural dispõe de mais de 8.500 metros quadrados construídos com o objetivo de difundir atividades científicas, artísticas e culturais da cidade. O complexo é composto por 5 prédios mas o que chama mais atenção mesmo é a espécie de torre/mirante. A edificação fica sobre um espelho d’água e possui dois pavimentos suspensos e apoiados sobre única base.

DSC04705

DSC04684

DSC04693

DSC04709

Na Torre está uma estação científica, um hall de exposições permanentes e temporárias, um restaurante/café e o terraço panorâmico com uma visual de 360 graus, com certeza o melhor ponto para fotos e para admirar as praias urbanas de João Pessoa.

DSC04690

DSC04694

DSC04696

O auditório tem capacidade para 501 pessoas e possui um formato bastante peculiar. Possui acesso independente e está destinado à realização de eventos culturais variados. No hall de entrada do auditório um painel do artista plástico paraibano Flávio Tavares, criado especialmente para o ambiente, chama a atenção. A obra intitulada de “O Reinado do sol” mostra em alegorias a história da fundação da capital e conquista da Paraíba. De acordo com o artista: “Ela sai do histórico para a fantasia. É uma alegoria. Pega do Cabo Branco, que representa o paraíso, onde o sol nasce, até o Varadouro, que é a reunião das etnias”.

DSC04706

DSC04708

DSC04688

DSC04692

DSC04711

Ao ar livre fica anfiteatro que acomoda 300 pessoas sentadas. Na parte posterior do terreno, fica a ala de serviços, uma pequena lojinha de souvenires e ainda um espaço para uma lanchonete que não estava em funcionamento quando fui. Há ainda um bloco destinado à administração e manutenção do complexo, além do estacionamento.

DSC04700

O complexo cultural fica bem próximo do Ponto Extremo Oriental das Américas, na Ponta dos Seixas. Fui a pé do hotel (que ficava em Cabo Branco mesmo) até a Estação e depois segui para lá, foram uns 20 minutos de caminhada pela orla, achei bem tranquilo. Dá para visitar os dois locais na mesma sequencia. Confesso que esperava um pouco mais desse ponto mais oriental das Américas achei tudo meio mal conservado, com acesso bem ruinzinho e a vista também não é lá essas coisas.

DSC04712

DSC04714

Estação Cabo Branco – Ciência, cultura e Artes

Av. João Cyrillo da Silva, S/N- Altiplano Cabo Branco
Telefones: (83) 3214-8303 /3214-8270
Visitação: Terça à sexta-feira das 9h00 às 21h00.                                                                    Sab – Dom: 10h00 às 21h00

Para chegar lá:

De carro: seguir em direção à praia do Cabo Branco                                                                De ônibus: Ao lado da rodoviária da cidade de João Pessoa, no Terminal de Integração do Varadouro, pode-se pegar o ônibus 507 (na plataforma de cima do Terminal) que segue direto para a Estação.

Publicado em João Pessoa, Paraíba | Marcado com , , , | Deixe um comentário

As praias do litoral norte de João Pessoa

O passeio em direção as praias do litoral norte de João Pessoa teve direito a banho de mar que mais parecia rio na praia do Bessa, parada na praia de Intermares onde acontece o projeto chamado “Tartarugas Urbanas”, visita à Fortaleza Santa Catarina pertinho de onde está o “marco zero”da Rodovia Transamazônica na cidade portuária de Cabedelo e por último mas não menos importante o famosos entardecer na Praia do Jacaré ao som do bolero de Ravel tocado por Jurandy do Sax.

Fui neste passeio no mesmo esquema do litoral sul, com o pessoal da Luck Receptivo. Reservei pelo site e no dia combinado a van passou no meu hotel no horário combinado, 8h00.

Nosso primeiro pit stop foi a Praia do Bessa que é a primeira praia do litoral norte pessoense, em 2012 diversas barracas irregulares foram retiradas da beira da praia dando lugar a um excelente calçadão com uma vista maravilhosa do mar. Na areia mesmo tem como alugar um kit sobrevivência sol escaldante (guarda-sol e cadeiras). Se a ideia for passar o dia a dica é ficar na praia até umas 14h/15h e quando o sol começar a se despedir almoçar no Bessa Grill

DSC04630

Nossa segunda parada foi na praia de Intermares, no chamado Bar do Surfista. A praia obviamente é bastante frequente por surfistas em razão de suas ondas, por isso o nome do bar. Mas pra galera que não manja nada de surfe (eu!) tem outro atrativo muito legal: conhecer o projeto Tartarugas Urbanas da Associação Guajiru, uma ONG criada por Valdi Silva Moreira e pelo casal de biólogos Douglas Zeppelini Filho e Rita Mascarenhas. Com sorte dá até para testemunhar o nascimento de tartaruguinhas!!

DSCN3691 DSCN3694

Sem qualquer apoio governamental ou da iniciativa privada, a ONG sobrevive apenas com o auxílio de uns poucos voluntários e da comercialização de artesanato e camisetas. Vale a pena apoiar essa bela iniciativa, ir até lá e quem sabe aprender um pouquinho mais sobre esse animalzinho tão bonito. De segunda a sexta-feira, das 8 horas às 11 horas, os biólogos Douglas e Rita se revezam nas aulas gratuitas de educação ambiental.

Passamos pelo marco zero da Rodovia Transamazônica com direito a fotinho clássica.  O local em si tem nada é realmente só uma placa de onde sabe-se que ali é o quilometro zero. Vale o registro.

DSC04634

A Fortaleza de Santa Catarina fica localizada sobre uma pequena montanha, às margens do Rio Paraíba do Norte, o forte é testemunha viva das diversas invasões holandesas na região nordeste do Brasil. As visitas são monitoradas e permitem acesso à casa do capitão, à capela e aos canhões do século 16, além dos mirantes. Originalmente foi construída em taipa de pilão (técnica que mistura barro com estrutura em madeira) em 1589 e reconstruída em pedra em 1654. Sua última restauração foi feita pelo IPHAN, entre 1974 e 1978, de acordo com a planta do século XVIII.

DSCN3758

DSC04639

DSC04643

DSCN3769DSCN3732

A Fortaleza recebeu o nome de Santa Catarina em função da capelinha em seu interior ser dedicada a essa santa, lá dentro é possível ver a bela imagem barroca.DSC04638

Do forte seguimos direto para Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa distante cerca de 15km da Praia de Tambaú. É lá que fica a chamada “Praia do Jacaré”, na verdade a praia é de rio, o Rio Paraíba e o nome Jacaré ficou em função do primeiro bar da região.

DSC04647

Assistir ao pôr-do-sol é algo bastante tradicional em diversas cidades, em Punta del Leste temos a Casa Pueblo, em Atenas temos o monte Lycavitus e assim vai. Só que na Paraíba o esquema é diferente, essa saída de cena acontece acompanhada de trilha sonora, o Bolero de Ravel tocado pelo saxofonista Jurandy do Sax. Jurandy surge em um pequeno barco, no meio do rio e começa sua performance, enquanto o barco faz alguns rodopios pelo rio, o sol vai se escondendo no mangue. Como num ballet o sol, nosso bailarino solo sai de cena no exato momento do último acorde da música. No final da apresentação o músico sobe no trapiche e nos brinda com mais uma performance, Ave Maria.

DSC04645

DSC04663

DSC04661 DSC04662

Alguns podem dizer que o esquema é brega, pega-turista, talvez até seja um pouco mas confesso que achei bonito, emocionante eu diria. Primeiro porque o músico toca bem pra caramba, segundo porque a música, composta em único movimento acompanha perfeitamente a trajetória do sol, sem dúvida é uma das atrações mais famosas de João Pessoa, eu não quis perder! A dica é chegar cedo, pode ter trânsito na estradinha de acesso à praia, por volta das 16h é um bom horário para garantir um bom lugar no bar. Cheque antes em qual bar Jurandy está se apresentando às vezes pode variar, geralmente é cobrada uma consumação mínima (cerca de R$10), quem não quiser pagar pode assistir em pé, na margem do rio.

DSC04664Não deixe de dar uma circulada pelo centrinho comercial com várias lojinhas de souvenirs, cafés e sorveterias.

DSC04651

DSC04652

Para chegar na Praia do Jacaré:

De carro: Vá pela BR 230 sentido Cabedelo (praias litoral norte). No portal de Intermares, contorne e pegue a primeira à direita.

Tour: diversas empresas fazem esse passeio de dia inteiro que finaliza na Praia do Jacaré. Consulte a recepção do hotel. O custo em 2012 foi de R$30,00

Ônibus: número 513 que passa pelas praias de Tambaú, Manaíra ou Bessa, descer no terminal de Integração do Bessa. Neste mesmo local sai o ônibus Jacaré-Intermares que pára cerca de uns 200 metros do centrinho (peça ao motorista informar o ponto de descida exato). Não me aconselharam voltar de ônibus pois o ponto fica em meio a BR, vazia e nada iluminada…

Publicado em João Pessoa, Paraíba | Marcado com , , , | Deixe um comentário

As praias do litoral sul de João Pessoa – A Costa do Conde

Para visitar as praias do litoral Sul, a chamada Costa do Conde (nome dado em função das praias de localizarem no município do Conde), contratei os serviços da Luck Receptivo (site aqui)*. O passeio, de dia inteiro, saiu às 7h30 e retornou às 17h30. As praias estão localizadas a cerca de 40km de João Pessoa, há várias empresas que fazem esse tour, além disso também dá para alugar um carro e fazer tranquilamente, vá seguindo as placas pela rodovia PB 008. Uma dica importante é: informe-se antes sobre chuvas nos dias anteriores pois alguns trechos são de chão batido.

DSC04761

Vá preparado para encontrar águas mornas e praias paradisíacas, repletas de dunas e de arrecifes que formam as chamadas piscinas naturais.

IMG_1200

Nossa primeira parada foi na Praia de Coqueirinho, considerada uma das dez praias mais bonitas do país. De fato a mistura do mar azul esverdeado com imensas falésias e rodeada por coqueiros (por isso o nome) à beira mar é simplesmente deslumbrante. A praia oferece uma infra-estrutura bacana (guarda-sol, cadeira, bar), o acesso para carros não é dos melhores, mas dá pra encarar. Se posso dar uma dica é: chegue e não saia de dentro da água que é quentinha como se tivessem ligado o aquecedor. Com certeza foi um dos melhores banhos de mar que já tomei na vida. Passamos cerca de 2h lá e seguimos para a próxima parada.

DSCN3885

DSC04750

DSC04749

Nossa parada seguinte chama-se Praia Bela, localizada no encontro do rio Mucatu com o mar. Nesse encontro são formadas algumas faixas de areia onde os bares instalam guarda-sois com cobertura de palha. Dependendo da maré eles praticamente somem ficando imersos na água.

DSC04760

Achei o lugar um pouco lotado demais de barzinhos mais ou menos, nenhum tinha uma infraestrutura e uma organização legal. E me chamou demais a atenção que por muitas vezes o lixo que é produzido pelas pessoas que frequentam as mesas semi-submersas acaba indo parar no mar-rio…

DSC04756

Peguei leve na foto que aparece lixo…tinha bem piores, infelizmente

De lá, já no caminho de volta, seguimos para a praia de Tambaba que fica entre Coqueirinho e Praia Bela. Tambaba é considerada a primeira praia naturista do Brasil e certamente pode desfrutar da disputa entre as praias mais belas do nosso país. A praia é dividida entre a ala dos pessoal “mais a vontade”e a ala dos “paramentados”(eu!!!). Como não consegui me desprender do meu biquíni e circular pela região Adão & Eva, deixo aqui o link do blog Viajando com pouco da Lidiane Spínola. Ela foi e contou tudo nesse post.

DSC04771

DSCN3874

Entre a ala “adão e eva” e a ala “tímidos” existe um portal e um segurança que controla o acesso

DSC04773

* Esse post não é patrocinado, todas as despesas foram pagas pela arquiteta das rotas 😉

Publicado em João Pessoa, Paraíba | Marcado com , | 2 Comentários

As edificações do Centro Histórico de João Pessoa

O Centro Histórico de João Pessoa possui cerca de 400 hectares de área, realmente são diversas edificações ricas em detalhes e acabamentos. Eu procurei visitar, ou pelo menos passar em frente às principais e acho que a percepção das edificações fica muito mais legal quando sabemos um pouquinho do seu histórico. Mantive nessa lista mais ou menos as mesmas edificações que coloquei no percurso sugerido no post anterior.

Tribunal de Justiça

DSCN3561

DSCN3562

Com características neoclássicas, foi construído entre 1917 e 1919. Inicialmente era a sede da Escola Normal, funcionando na edificação até 1939. Nessa época foram feitas algumas reformas internas para então sediar o Tribunal de Justiça e boa parte das características neoclássicas se perderam. Atualmente na cripta do Hall de Entrada é que estão os restos mortais do ex-presidente da República, o paraíbano Epitácio Pessoa e de sua esposa.

Localização: Praça Presidente João Pessoa, s/n – Centro

Convento e Igreja Nossa Senhora do Carmo

DSCN3568

O conjunto arquitetônico é composto pela Igreja de N. Sra. Do Carmo, a Igreja de Santa Tereza e a Arquidiocese Paraibana/Palácio Episcopal.

A Igreja de N. Sra. Do Carmo é a edificação maior, com única torre e foi construída em estilo barroco romano, com características do estilo quinhentista. Sua construção data do século XVI, por volta de 1592 com o objetivo de servir de Convento. A fachada do conjunto é toda em pedra e na parte interna alguns relevos e talhas também foram feitos utilizando esse mesmo material. O destaque especial fica por conta da nave, bem ampla e imponente e com delicados motivos florais esculpidos em pedra calcária.

DSCN3571

A Igreja de Santa Tereza localiza-se ao lado direito e possui proporções bem menores, mas uma grande riqueza de detalhes. Foi construída no século XVIII, em 1777 por Frei Manuel de Santa Tereza. A principal particularidade dessa Igreja que possui proporções de Capela (casa de oração) é que os quatro cantos da sua nave são chanfrados, deixando-a com uma forma octogonal. O forro, em abóbada ogival conta episódios da vida e morte da reformadora do Carmo. A sacristia toda em jacarandá chega a ser um desbunde de tão linda!

DSCN3573

O Palácio Episcopal data de 1591 e foi construído pela Ordem Terceira do Carmo. Por fora não identificamos essas variações nos anos de construções, as três formam um conjunto único. Tereza.

Localização: Praça Dom Adauto, s/n – Centro.

Paraíba Palace Hotel

Principal exemplar da arquitetura em estilo art-noveau, o hotel teve seu apogeu nas décadas de 1930 à 1960 e era bastante frequentado pela então elite paraibana. No hotel era comum hospedarem-se nomes conhecidos da elite paraibana, além de políticos, atletas e artistas da época em visita à capital.

Em função do crescimento da cidade e o consequente declínio da área em que o hotel está localizado, o número de hóspedes passou a ser cada vez menor e o Paraíba Palace Hotel viu-se obrigado a fechar as portas. Em 2013 o prédio passou por uma restauração e foi transformado em shopping.

Localização: Praia da Penha. Essa é a única edificação que fica fora do Centro Histórico

Theatro Santa Roza

JP - Centro

O início de sua construção é de 1873 e a mesma foi a passos lentos considerando que a verba para esse tipo de edificação era escassa. Só foi ser concluído em 1889 sob a administração de Francisco Luiz Gama Roza (vem daí o nome do teatro). Apesar de pouco mencionado, é uma das quatro mais antigas casas de espetáculos do nosso país.

JP - Centro

A construção possui forte influência do barroco italiano, entre os matérias dstaca-se o uso de pedra calcaria em suas paredes grossas e os camarotes feitos em madeira pinho de riga. Os pisos e candelabros internos também são lindíssimos.

Para agendar uma visita: teatrosantaroza@funesc.com.br / Roberto Cartoxo

Localização: Praça Pedro Américo, s/n – Centro.

Mosteiro de São Bento

Considerado um dos monumentos mais importantes do país pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba. Foi construído em estilo barroco, e um dos aspectos que mais chamam a atenção em sua concepção é a grande harmonia de suas linhas. É sem sombra de dúvidas um dos exemplares mais bonitos do barroco brasileiro.

MOSTEIRO DE SAO BENTO_Foto Jose Wagner de Vasconcellos

Sua construção está relacionada à saída dos Jesuítas e a então necessidade de catequização dos índios. O governador da Capitania Real da Parahyba , Feliciano Coelho, pediu em 1599 ao Abade de Olinda a vinda de monges Beneditinos à João Pessoa. Frei Damião foi o religioso enviado e encarregado da construção do mosteiro e dos demais prédios necessários (mosteiro e igreja). Durante o período da perseguição aos holandeses a obra esteve parada por muito tempo. Em 1666 o prédio passou por sua primeira restauração, permitindo que os missionários voltassem a lecionar suas aulas de religião e latim.

Localização: Av. Gen. Osório – Centro

Conjunto de São Francisco

DSCN3592

O conjunto arquitetônico de São Francisco, formado pelo Convento do Santo Antônio e a Igreja de São Francisco é outro grande destaque do Centro Histórico, também está entre os mais importantes complexos barrocos do País. A igreja propriamente dita somente foi concluída no ano de 1770, depois de ter sido iniciada pelos frades franciscanos, ter suas obras interrompidas pela invasão holandesa e de vê-las reiniciadas algumas vezes. Os franciscanos pertenciam à ordem fundada por São Francisco, vieram à Paraíba para a tarefa de catequização dos gentios, já que não bastavam os jesuítas. A parte relativa ao convento foi iniciada em 1590 pelo Irmão Francisco do Campo Mayor, depois de projetado pelo Frade e Arquiteto Francisco dos Santos.

DSC04737

DSC04743

O Conjunto Franciscano compreende:

O Adro da Igreja de São Francisco, de início do século XVI, cercado de duas grandes muralhas azulejadas com seis painéis representando as estações da Paixão de Cristo. A parte superior das muralhas é toda trabalhada em pedras, artifício bastante utilizado no período colonial pelos artesãos. Além de outros ornamentos, a parte de cima dessas muralhas apresenta os famosos leões em pedra, talvez influência da colonização portuguesa na China. Na entrada do templo, na soleira da porta, há o túmulo de um antigo Capitão-Mor, alguns dizeres chamam a atenção desse túmulo: “Aqui jaz Pedro Monteiro de Macedo, que, por ter governado mal esta Capitania, quer que todos o pisem e a todos pede hum Padre Nosso e Ave Maria, pelo amor de Deus.” (1744).

DSC04742

DSC04740

DSC04739

Convento ou Claustro da Igreja de São Francisco: O Convento ou Claustro da Igreja de São Francisco (Convento de Santo Antonio) é lá que está a célebre Fonte de Santo Antonio e o Relógio de Sol. Tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 16 de outubro de 1952.

DSCN3600

Cruzeiro da Igreja de São Francisco: Trata-se da cruz monolítica localizada entre o Adro e o portal da Igreja, é o único exemplar remanescente dos velhos cruzeiros existentes em João Pessoa. Seu pedestal é todo circundado por vários pelicanos, antigo símbolo (equivocado) da Eucaristia.

DSC04738

DSCN3582

Casa da Pólvora

Existiam 3 Casas de Pólvora em João Pessoa, a última remanescente é a localizada na ladeira de São Francisco, a primeira rua da cidade, construída em 1710. As demais foram completamente destruídas pela ação do tempo

casadapolvora_2

Localização: Ladeira de São Francisco, s/n – Centro

Praça Anthenor Navarro

DSCN3522

DSC04726

A famosa pracinha rodeada por casarões coloridos nasceu numa leva de projetos urbanísticos para área na decada de 1920-1930. É da mesma época o casario que compõe as suas laterais. Ali antigamente funcionavam casas comerciais no seu pavimento térreo e escritórios dos melhores profissionais liberais no andar superior. A maioria das casas é eclética, somente algumas são em estilo art-decó.

Sobrado Comendador Antonio Santos Coelho (Casarão dos Azulejos)

Construída para ser residência, essa construção do século XVIII, tem como particularidade principal o revestimento externo em azulejos nos tons azuis portugueses belíssimos, trazidos da fábrica Devezas – da cidade do Porto.

casa_azul

Localização: Rua Cons. Henriques, Nº 159 – Centro.

Hotel Globo

DSC04718

DSC04722

DSC04736

DSC04732

Construção em estilo eclético com alguma influência do neoclássico e do art-noveau, com motivos art-decó. Entre seus célebres hóspedes está o futuro presidente João Suassuna. Do pátio do hotel é onde se observa um dos mais belos pôr-do-sol da cidade. O hotel funcionou neste local até 1982, em 1988 foi adquirido pelo Estado e atualmente é a sede da Comissão Permanente de Desenvolvimento do Centro Histórico Inicial de João Pessoa.

Localização: Praça de São Pedro Goçalves, s/n – centro.

Publicado em João Pessoa, Paraíba | Marcado com , , , | 2 Comentários

Centro Histórico de João Pessoa

João Pessoa é a terceira capital mais antiga do nosso país, a cidade foi fundada em 1585 com o nome de Nossa Senhora das Neves e possui um centro histórico riquíssimo de belas construções. Apesar de todo esse acervo histórico-cultural, tenho a impressão de que o centro histórico não recebe o devido valor que deveria receber. Me refiro a uma divulgação num âmbito mais nacional, sabe? E olha, afirmo isso com conhecimento de causa, pois estudei arquitetura e fiz especialização em patrimônio arquitetônico no Brasil e ouvi falar muito pouco sobre as construções históricas que temos lá. Ao todo são cerca de 502 edificações históricas dispostas em uma área de aproximadamente 370 mil m2. Essa falta de divulgação me chamou a atenção quando fui pesquisar sobre a viagem. Geralmente falamos muito em Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Olinda e não tiro o mérito de nenhuma dessas cidades, apenas acho que deveríamos falar muito mais em João Pessoa, seja para conhecer ou divulgar as joias arquitetônicas que lá se encontram.

DSC04743

A região onde estão localizadas essas edificações mais antigas é no centro histórico. Para chegar lá se pode pegar um ônibus na Av.Beira Mar que levará cerca de 45 minutos para chegar, uma segunda opção é contratar um passeio ao “centro histórico” com as empresas de tour privado e a terceira seria pegar um táxi. Eu fui de ônibus de linha normal e voltei de táxi. Acho interessante a ideia de ir de ônibus de linha para ir “passeando” num economic mode, a volta de táxi foi providencial em função de ser mais rápida pois já estava escurecendo e a região central das nossas cidades em geral fica meio deserta. Acho que a opção de contratar um passeio é mais para quem quer ter uma ideia do todo, eu geralmente acho que os guias falam muita decoreba, infelizmente são bem poucos que de fato sabem do que estão falando.

Para conhecer o centro histórico o ideal é reservar pelo menos uma tarde para perambular tranquilamente pela área, se quiser fazer com calma reserve um dia. Para compreender a urbanização da cidade, é interessante saber que diferentemente de outras cidades litorâneas, João Pessoa nasceu voltada para o seu interior. A cidade se desenvolveu basicamente a partir de dois pontos: a chamada Cidade Alta e a Cidade Baixa (também chamada de Varadouro), interligando esses dois pontos está a Ladeira de São Francisco (a rua mais antiga da cidade). A Cidade Alta se desenvolveu ao redor da Igreja Matriz e foi lá que a elite pessoense resolveu fixar residência, por isso ainda hoje vemos alguns resquícios dos antigos casarões. No trajeto que deixo como sugestão é possível ver as construções representativas dos diversos períodos: barroco, rococó, estilo maneirista, a arquitetura colonial e eclética, o art-noveau e o art decó.

Portanto, um bom de partida é começar pela Cidade Alta (1) e ir descendo, já que pra descer todo santo ajuda! Lá que está a Praça João Pessoa e por volta dela temos: o prédio do Tribunal de Justiça (1865), o Palácio da Redenção (1586) – sede do governo atual e em contraste com eles o edifício da Assembleia Legislativa (1835).

DSCN3561Tribunal de Justiça (foto: Laura Figueiredo)

DSCN3556Palácio da Redenção (foto: Laura Figueiredo)

DSCN3566Assembléia Legislativa (foto: Laura Figueiredo)

Seguindo pela Rua Duque de Caxias passe a Praça Vidal de Negreiros (2), a próxima parada é o Paraíba Palace Hotel. Desça em direção à Rua Peregrino de Carvalho. Na Praça Pedro Américo está o Theatro Santa Roza (3), o terceiro mais antigo do Brasil, vale a pena agendar uma visita pois seu interior é todo revestido  de madeira Pinho de Riga. Na sequência, suba de volta pela mesma rua e pegue a Avenida General Osório à esquerda até chegar ao Mosteiro de São Bento (4) (a mais antiga igreja da cidade, de 1590). Uma dica: no primeiro domingo do mês há apresentação de canto gregoriano.

DSC04738

Mosteiro de São Bento

DSC04737

Mosteiro de São Bento

Na Praça Dom Adauto (5) ficam as igrejas de Nossa Senhora do Carmo (1592) e a Capela de Santa Tereza D’Ávila (séc. XVIII), só é possível visitá-la por fora, além do Palácio do Carmo, sede da Arquidiocese da Paraíba. Na frente está uma das construções que eu mais gostei o Casarão de Azulejos (final séc. XIX) (6), com uma fachada repleta de azulejos portugueses, também só é possível visitá-lo por fora. Pertinho dali fica o Centro Cultural São Francisco, formado pela Igreja de São Francisco e pelo Convento de Santo Antônio, as principais “atrações” do centro histórico. É ali que começa a Ladeira São Francisco, que une a Cidade Alta à Cidade Baixa. Ao descer a ladeira passa-se em frente à Casa da Pólvora (7), com paredes e teto preservados de 1710. No final da ladeira, seguindo pela Rua Henrique Siqueira fica a Praça Antenor Navarro (8), em frente à praça está uma série de casas em estilo colonial tombadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) algumas abrigam galerias de arte e outras à noite funcionam como barzinho . Pertinho dali está a Igreja de São Frei e Pedro Gonçalvez (1843), e o antigo Hotel Globo (1929) (9). Uma dica bacana é assistir ao pôr-dos-sol no pátio do hotel, que possui uma vista linda do Rio Sanhauá. Dentro do hotel funcionam um posto de informações turísticas e um pequeno museu de visitação gratuita.

DSCN3568

Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Capela de Santa Tereza D’Ávila                              (foto: Laura Figueiredo)

DSCN3547Praça Antenor Navarro (foto: Laura Figueiredo)

DSC04719Hotel Globo

DSC04729

Igreja de São Frei e Pedro Gonçalvez

Insisto em dizer que vale a pena “matar” a praia e fazer esse passeio. Na central de informações turísticas é distribuído um mapa com a sugestão de dois trajetos, bem similares à esse que escrevi, nele estão informados os horários que os monumentos ficam abertos, quais permitem visitação e os telefones de contato. O bacana é que a maioria dos monumentos está sinalizada com uma plaquinha informando a data de construção e um breve histórico isso auxilia bastante fazer o percurso por conta própria.

Não deixe para fazer esse passeio no domingo pois o centro fica muito deserto e pode ser até perigoso. Sábado a movimentação já é bem menor, pois o comércio local fica aberto até 12h00. No entanto é nesse dia que acontece o “Projeto Sabadinho Bom”, organizado pela prefeitura na Praça Barão do Rio Branco a partir do meio dia e que traz vários artistas para tocar Chorinho. O evento é gratuito!

Montei um mapa com as indicações aproximadas de cada prédio:

Mapa centro histórico_JP

Publicado em João Pessoa, Paraíba | Marcado com , , | Deixe um comentário

Post Randômico: João Pessoa – Paraíba

JP_00

João Pessoa, capital do estado da Paraíba é uma das menores e mais antigas capitais do nordeste brasileiro. Por ser pequena, ainda preserva aquele “ar” de cidade interiorana com trânsito tranquilo e poquíssimos arranha-céus. Diferentemente da maioria das urbanizações em cidades litorâneas, João Pessoa nasceu “de costas” para o mar, na beira do rio Sanhauá. Por ser relativamente recente, a ocupação da orla possui legislação que limita a altura dos prédios, fazendo que a praia não fique na sombra como ocorre em diversas praias no Brasil. Outro aspecto que me chamou a atenção é o fato da cidade ser bastante arborizada, até uma reserva de Mata Atlântica preservada em plena área urbana (Buraquinho) JP, como é carinhosamente chamada, tem.

JP_orla

JP_02

JP está num dos pontos mais à leste do nosso país, caso você tenha intenção de ir até a África nadando o ponto mais propício é aqui, rsrsrs. Em função disso, para aproveitar bem o dia o ideal é acordar cedo pois às 5h o sol já está raiando e às 8h já está praticamente à pino. Obviamente em função disso o dia acaba sendo mais “curto” pois às 17h o sol já se foi.

A cidade ainda não entrou na rota das grandes massas de turistas que invadiram algumas capitais do nordeste e por isso preserva praias tranquilas e com poucos vendedores ambulantes. E além das praias vale a pena dedicar um tempinho para vistar o centro histórico. Não sei porque ninguém comenta sobre as belíssimas construções que temos em JP e felizmente algumas estão muito bem preservadas. A verdade é que todo mundo que eu sei que foi à Paraíba se apaixonou e virou fã, incluindo eu!

DSC04766

Como vim de Recife minha chegada à cidade foi pela Rodoviária (Terminal Rodoviário Severino Camelo) e como estava sozinha optei por pegar um táxi até o hotel. Quem chega de avião desembarca no Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto que fica na cidade de Bayeux (região metropolitanda), distante cerca de 20km do centro de JP. Não existe van ou transporte executivo leve até as praias, a opção mais econômica é pegar um ônibus de linha até o centro e outro até a região do hotel…só que isso levará quase 2h!!!

Eu fiquei 4 dias no total, aproveitei um feriadão prolongado, mas foi o suficiente para fazer o básico. Não loquei carro e fiz todos os passeios com o Luke Receptivo que atendeu muito bem as expectativas. Me hospedei no Nord Green Sunset no bairro de Cabo Branco, não achei ruim, mas achei que um hotel em Tambaú teria sido uma opção mais central para quem está sem carro pois é lá que está a maior concentração turística da cidade com barzinhos, restaurantes e feirinha de artesanato. Com relação às praias não há restrição alguma para escolher o hotel pois as praias de João Pessoas estão entre as praias urbanas mais limpas do país.

JP_orla 2

No geral os pessoenses preferem a praia do Bessa, já a turistada frequenta mais Tambaú localizada no centro turístico da cidade. Tambaú possui um pouco mais de infra-estrutura como quiosques/barracas de praia e aluguel de equipamentos para a prática de esportes. As praias de Manaíra e Cabo Branco são mais tranquilas, mas lá é mais díficil de achar guarda-sol/cadeiras para locar, assim como quiosque para fazer um lanche.

É de Tambaú que saem os barcos para fazer o passeio até Picãonzinho (piscinas naturais à 2km da costa). Infelizmente não consegui conhecer nem Picãozinho, nem Areia Vermelha (um grande banco de areia que se forma em alto mar), que estão entre os pontos imperdíveis. Mas esses dois passeios dependem da maré, ela tem que estar baixa para as embarcações saírem e bem no final de semana que eu estava ela ficou alta…

Pertinho da orla, ainda em Tambaú, fica o MAP Mercado de Arte Paraíbano. Lá é o melhor local para comprar artesanato típico: roupas em algodão colorido, chapéu cangaceiro e todas aquelas lembrancinhas que compramos em viagem. Outra opção é a Feirinha de Artesanato de Tambaú, em frente ao hotel de mesmo nome (aquele que mais parece um dico voador).

Seguindo um roteiro básico, ainda consegui visitar o Centro Histórico, as praias do litoral Norte com o entardecer na praia do Jacaré, praias da Costa do Conde (litoral sul), a Estação Ciência (obra do arquiteto Oscar Niemeyer) e o Farol do Cabo Branco na Ponta dos Seixas.

DSC04723

DSC04686

Voltei encantada com João Pessoa e com o povo Paraíbano, educado e muito hospitaleiro. Minha viagem foi muito bate-volta, consegui fazer o essencial para ficar com gostinho de quero mais. Pretendo ainda voltar e curtir tudo com mais calma.

JP_01

P.S. Boa parte das fotos foram gentilmente cedidas pela minha prima Laura, que aparece na foto acima 🙂

Publicado em João Pessoa, Paraíba | Marcado com , | Deixe um comentário

Arraial d’Ajuda e Trancoso: passeios e comidinhas

A primeira vez que fui a Arraial já faz mais de 10 anos, mas em linhas gerais achei que pouca coisa mudou. Na época fui com mais duas amigas e ficamos hospedadas no Hotel e Marina Quinta do Porto, localizado na ponta do Apaga Fogo (primeira praia já no lado de Arraial). A proposta era bem diferente: conhecer Porto Seguro e claro, festear nas barracas que tocavam axé em alto e bom som.

Dessa vez a proposta era outra, desejavamos tirar 7 dias de descanso curtindo uma boa sombra e água (de coco) fresca. Então fixamos acampamento em Arraial e fizemos bate e volta até Trancoso. Outras duas praias que podem ser visitadas a partir de Arraial é a Praia do Espelho e Caraíva.

A Praia do Espelho visitei na vez anterior que fui e é realmente muito bonita, bem diferente pois é toda cortada por falésias e o mar consegue ser ainda mais verdinho. Quando visitei fui num passeio de escuna, que na época me fez descobrir que mareio muito no mar… Pela estrada são 44km, uma boa parte deles por estrada de chão batido, para um passeio de um dia acho puxado. O ideal é pelo menos reservar uma noite para dormir por lá.

Caraíva fica à 57km de Arraial, não chegamos a visitar pois para ir voltar no mesmo dia seria muita andança para pouco aproveitamento. Mais uma vez, caso a ideía seja conhecer mais uma praia o ideal é considerar dormir uma noite por lá.

Para ir e voltar de Trancoso no mesmo dia é super tranquilo, nós fizemos isso em dois dias. Não aconselho de forma alguma, por experiência própria pois fomos por ela, a ir pela estrada de chão. No hotel nos informaram de que valeria a pena pois cortavamos caminho, que a estrada estava em boas condições e não sei como mas caímos nesse bla bla bla, furada total!

De fato são menos quilômetros a serem percorridos mas o probema é justamente a velocidade com que se consegue percorrê-los, no máximo 25km/h! Na semana anterior havia chovido e simplesmente a estrada parecia um queijo suiço. Felizmente à noite juramos que não faríamos novamente essa loucura e voltamos pela estrada asfaltada a BA-001, são 23km de pista simples, sinalizada e em bom estado.

Trancoso

foto (4)

O pequeno e já nem tão pacato vialrejo é considerado um dos mais valiosos sítios do litoral sul da Bahia. O Quadrado é o centro do distrito que pertence ao município de Porto Seguro e possui localização privilegiada: no alto de um outeiro cercado por praias lindíssimas, falésias, rios e coquerais. Até 1956, ano da chegada dos jesuítas, Trancoso era uma aldeia indígena (índios tupinambás). Já na década de 70, o local passou a ser frequentado pela turma hippie que aos poucos foi perdendo seu espaço para a galera mais descolada, ricos e famosos.

DSC07227

Na verdade a planta do Quadrado é um grande retângulo, cercado por casinhas coloridas que abrigam restaurantes, lojas, pousadas e cafés. Em uma das pontas está a charmosa Igreja de São Batista, fundada pelos jesuítas em meados do século XVI. Felizmente a igrejinha mantem até hoje toda a sua originalidade arquitetônica, o que faz com que seu valor histórico só aumente.

O ideal é deixar para visitar o Quadrado mais à tardinha pois todo o comércio só começa a abrir pelas 17h00, antes disso está tudo fechado apenas alguns ambulantes estão vendendo seus artesanatos.

Dicas de onde passar o dia em Trancoso:

Pousada Bahia Bonita:

Passamos o primeiro dia que fomos à Trancoso nessa pousada, que funciona como uma barraca de praia para quem não é hóspede com espreguiçadeiras, camas, guarda-sóis à disposição. Por ser baixa temporada chegamos lá sem nem sequer fazer reserva, em alta temporada é interessante telefonar e fazer e informar que quer passar o dia. É cobrada uma consumação mínima de R$50,00 por pessoa que pode ser gasta em bebidas, petiscos ou refeição.

A proposta da pousada é oferecer uma atmosfera tranquila na beira da Praia do Rio Verde, com excelente atendimento de garçons e um cardápio bem montado. Além disso a localização em meio à Mata Atlântica cria um clima todo especial.

DSC07211

DSC07212

 DSC07213

Nesse dia apenas petiscamos lá pois pretendíamos jantar no Quadrado. Pedimos um camarão crocante, conforme recomendação do garçom, camarões gigantes empanados em batata palha, simplesmente delicioso!

Pousada Etnia clube de mar:

DSC07271

Pegamos a dica no Viaje na Viagem e diga-se de passagem foi sen-sa-cio-nal! O Etnia é pousada “pé na areia” no melhor estilo rústico chique, também localizada na beira da Praia do Rio Verde, ao lado do Bahia Bonita. São 5 casas localizadas com uma arquitetura de extremo bom gosto localizadas no meio da natureza, algumas com vista para o mar. Lá também é possível ir para passar o dia e desfrutar de um atendimento impecável, poltronas, espreguiçadeiras, ombrlones e toalhas.

DSC07275

foto (6)

DSC07277

Nesse dia telefonamos antes de ir e reservamos 2 lugares, como a proposta do local é para poucas pessoas, é melhor reservar para não correr o risco de ir até lá e estar lotada. A pousada cobra uma consumação mínima de R$50,00 que também pode ser gasta em qualquer ítem do cardápio.

Almoçamos por lá e pedimos dois filés de peixe assado na folha de bananeira, se não me engano o prato se chama Trancoso. Comemos muito bem durante a semana que passamos, mas esse foi o melhor peixe da viagem. Recomendo!

DSC07282

No Quadrado jantamos no Silvana e Cia, confesso que escolhemos ao acaso pois queríamos assistir o jogo da Alemanha X Argélia e o restaurante havia disponibilizado uma tv para os clientes. O lugar é muito charmoso, com mesinhas ao ar livre e iluminação indireta. Pedimos uma moqueca de badejo e estava deliciosa, uma porção bem servida com um preço bem honesto.

Arraial d’Ajuda / comidas

Em Arraial só tivemos uma dica furada de restaurante e aproveito para deixar claro que a ideia do post não é promover os restaurantes nem tampouco falar mal só por falar, estou relatando a nossa experiência. Portanto um restaurante que eu não indicaria é o que fomos na primeira noite, o Delícias Baianas, maior esilo “pega turista” e infelizmente nós caímos nessa, talvez porque era o primeiro dia e estavámos cansados de tanta função de voo.

Mas felizmente essa foi a única furada mesmo, nos outros dias foram só alegrias: comemos uma pizza assada em forno à lenha maravilhosa na Pizzaria Pitanga que fica dentro do Beco das Cores. Sabe aquela pizza artesanal, com massa bem fininha e bastante molho e queijo?! Lá tem! E para melhorar ainda mais em alguns dias tem até música ao vivo, vale a pena ir.

No Morena Flor que fica na Rua do Mucugê comemos a melhor casquinha de siri e um bobó de camarão dos deuses, o atendimento é no ritmo baiano mas a comida compensa cada segundo de espera.

Experimentamos o bastante recomendado Manguti no último dia (também na Rua do Mucugê), o prato mais famoso deles é gnochi ao molho de carne de panela, mas seguimos na dieta baiana e fomos de moqueca de peixe, dourado dessa vez. Não sei do gnochi mas a moqueca estava perfeita!

DSC07329

Até hamburguer a gente provou e aprovou no Miloca Hamburgueria e creperia.

A sobremesa foi quase todos os dias na sorveteria Fior di latte.

DSC07331

Se a ideia for ir num lugar de mais badalação o Morocha é a dica. Aberto todos os dias e com uma programação bem variada, no dia que a gente foi tinha uma banda tocando rock muito bem. E claro, lá tem drinks deliciosos também.

Alguns restaurantes que nos foram indicados mas que acabamos não conseguindo ir Dolce Salatto, localização na Rua Nova (duas acima do Mucugê), Bistrô do Oliveira, esse fica na estrada da balsa, bem perto do Arraial d’ajuda Eco Parque e o Boinos Aires, famoso por suas carnes (na Rua do Mucugê). Alguém já foi?

Arraial d’Ajuda / adventure

Deixamos para o penúltimo dia e foi uma das melhores coisas que fizemos: passeio de quadriciclo pelas trilhas de Arraial. Contratamos o passeio com o Quadri Adventure no hotel mesmo e na sexta-feira às 8h a kombi passou para nos buscar.

Chegando na sede tivemos uma explicação com as informações básicas necessárias para pilotar, não é necessário saber dirigir moto a única exigência para pilotar é ter 18 anos. Como fomos no primeiro horário não tem necessidade de ir de calça, fui de shorts, camiseta leve e tênis (não pode dirigir o quadriciclo de chinelo). Me entupi de protetor e repelente pra garantir.

Depois da explicação teórica saímos para a prática, como a sede fica mais afastada do centro da cidade as ruas são bem tranquilas para esse contato inicial. Explicações e treinamentos dados à trupi, saímos rumo à trilha.

DSC07300

Na frente vai um guia, nascido e criado em Arraial, é ele quem vai orientando qual marcha utilizar, quando reduzir…acelerar, tudo muito seguro e organizado. As trilhas são no meio da mata mesmo, com trachos alagadiços e bem estreitos, para dar mais emoção! O final da ida é na praia da Taípe onde paramos para descansar um pouco e tirar algumas fotos. A volta foi ainda mais radical, com partes da trilha bastante íngremes e estreitas . O passeio durou praticamente a manhã toda, chegamos no hotel perto das 12h e valeu cada segundo!

DSC07305

Publicado em Arraial d"Ajuda, Bahia | Deixe um comentário

Arraial d’Ajuda – Hotel Maitei

Desde quando escolhemos passar as férias na Bahia tínhamos em mente a ideia de escolher um hotel bacana e com preço bom, e lá ficar os 7 dias. Procuravamos algum que nos proporcionasse sair à noite para o centrinho à pé e durante o dia, como estaríamos com o carro alugado, faríamos o bate-volta nas praias.

DSC07338

DSC07339

Confesso que não foi muito fácil a tarefa de encontrar hotel pois se por um lado em função de ser baixa temporada as tarifas estavam mais baixas e a procura não era tanta, por outro muitos hotéis não estavam disponíveis pois aproveitam esses meses (junho, julho)  para fazer manutenção.

DSC07206

Foi aí que entre as opções disponíveis encontramos o Hotel Maitei, olhamos as fotos pelo Booking e animamos. Fui checar o Trip Advisor e a maioria dos comentários eram positivos. Pronto, o hotel estava decidido: preço bom, charmoso e localização excelente: na Rua do Mucugê (centrinho) mas não no auge do agito.

DSC07186

DSC07251

O Hotel Maitei é um hotel para adultos, já havia lido que não aceitavam crianças e pensei que fosse para proporcionar uma clima mais zen/romance. Mas a verdade é que ir com qualquer criança para lá seria uma tremenda dor de cabeça para os pais pois o hotel é bem “perigoso”, com guarda-corpos leves, desníveis e piscinas com livre acesso.

DSC07348

A arquitetura do hotel é num estilo bem contemporâneo num clima “rústico-chic”, muita madeira, piso de cimento queimado e grandes pano de vidro criam todo esse clima aconchegante e sem firula. Na verdade enquanto estavámos lá fiquei sabendo que o próprio dono (que era arquiteto) havia projetado o hotel e feito todo paisagismo (outro ponto forte na ambientação) junto com sua esposa. Infelizmente ele faleceu e hoje quem comanda é sua esposa.

DSC07359

DSC07341

As fotos comprovam os comentários do Trip Advisor, a vista do Maitei é sensacional! Por isso desde que lemos isso tratamos de pedir um quarto com vista para o mar. O café da manhã também é servido em uma área com janelões e todos os dias tomavamos café desfrutando da vista desse marzão (rolou até um revezamento de quem ficava de “costas”).

O hotel é relativamente pequeno, acho que devem ser uns 18 pelo que consegui contar. Os quartos são mais ou menos todos iguais com apenas uma cama de casal (alguns oferecem a opção de triplo com um sofá-cama a mais), banheira com hidromassagem e uma varandinha com rede.

DSC07178

DSC07361

O Hotel Maitei não é no esquema resort all inclusive, ele se enquadra mais no estilo hotel boutique. Apesar de termos gostado muito do hotel e de já termos recomendado para vários amigos, pela tarifa cobrada esperávamos um pouquinho mais dos quartos como deck para i-pod, cafeteira e ameneties melhores. Detalhes, eu sei, mas que geralmente fazem parte dessa categoria de hotel. Além disso, outro quesito que achei que não é explicado claramente é a questão do estacionamento. No site do hotel consta como se o hotel oferecesse estacionamento, mas deixa claro que ele fica distante uns 200 mts e que é a maior função utiliza-lo! Como estavámos com carro alugado nossa ideia era naõ deixá-lo na rua, mas nesse esquema era muito difícil pois o estacionamento na verdade é um terreno semi baldio com um portão de madeira, completamente escuro à noite. Nessa época estacionar não foi nenhum pouco problema, mas acredito que no auge do verão seja bem mais complicado.

De infra-estrutura o hotel possui duas piscinas pequenas, uma no térreo e outra no terraço, mesa de sinuca, academia e sauna. Nem chegamos a entrar na piscina porque não estava um calor de rachar, ficamos mais foi pelo deck descansando e apreciando a vista, incansável….

DSC07337

DSC07190

O Hotel Maitei possui também uma casa que eles chamam de Maitei beach house onde são alugados aparatamentos equipados com uma mini-cozinha. Uma boa opção para quem tem filhos pequenos. E vocês, alguma dica bacana de hotel por Arraial?

DSC07246

Publicado em Arraial d"Ajuda, Bahia | Marcado com , | Deixe um comentário

Arraial d’Ajuda em 7 dias

Esse ano aproveitamos a função da copa (com tudo funcionando num ritmo meio slow) e reservamos para tirar férias na última semana de junho, início de julho. O destino escolhido: nordeste brasileiro, mais precisamente litoral sul da Bahia, Arraial d’Ajuda.

Bahia_mapa

O período de maio até agosto é excelente para viajar para o nordeste já que é considerado baixa temporada e diversos hotéis e pousadas praticam tarifas mais amigáveis. Por outro lado, estamos no “inverno” (embora no nordeste os termômetros não baixem dos 20°C) e consequentemente o período de chuvas. Felizmente nós não podemos nos queixar pois São Pedro foi generosissímo com a gente e nos presenteou com 7 dias de sol e temperaturas gostosas (por volta de 28°C/32°C).

Infelizmente não tem voo de Porto Alegre direto para Porto Seguro, então saímos daqui fizemos escala em Curitiba (em pleno dia do jogo do Brasil X Chile). Como fomos de Azul conseguimos assistir o jogo todo em pleno voo! Foi bem divertido.

Como já havíamos feito a  pré-reserva do carro na Localiza, chegamos e já estava tudo preparado. Do aeroporto de Porto Seguro até onde se pega a balsa (R$17,00) para Arraial d’Ajuda são apenas 4km. Muitos hóteis oferecem o serviço de traslado, não cogitamos utilizar pois já sabíamos que iríamos locar o carro mas pelo custo não achei que vale a pena, por volta de R$130 para andar no máximo 10km! Oi?!?! Uma alternativa bem razoável e tremendamente viável é pegar um táxi do aeroporto até a balsa, fazer a travessia como “pedestre” e já em Arraial pegar outro táxi (da balsa até o centro de Arraial são mais 4km). Com certeza vai sair muito mais barato #ficaadica.

A balsa onde vão os carros sai a cada 30min ou conforme sua capacidade, lotou…sai (conforme observamos in loco). É uma travessia rápida, cerca de 5/8 minutos. Na teoria e nos cartazes é proibido ficar dentro do carro, por segurança óbvio. Mas na prática todo mundo fica, na ida praticamente só nós descemos!  (infelizmente esqueci de tirar foto da balsa, peguei essa da internet :/)

Balsa Arraial

Fonte: panoramio/waferre

Escolhemos passar esses 7 dias no Hotel Maitei, que fica localizado na principal rua de Arraial, a Rua do Mucugê. Vou falar do nosso hotel em específico num post separado. O critério que utilizamos para a escolha do hotel foi a localização e sossego. Chegamos a olhar outras opções como o Paraíso no Morro (que fica ao lado do Maitei) e possui excelente localização e conforto, já a Pousada Beijo do Vento, Pousada Coqueiros e a Pousada Erva Doce são opções que também nos foram muito bem recomendadas. Como estavamos com o carro locado para os 7 dias, nossa idéia era utiliza-lo durante o dia para ir nas praias e à noite irmos para o centrinho a pé, por isso também optamos por um hotel mais central.

DSC07338

DSC07205

Arraial d’Ajuda turísticamente falando é bastante “compacta”, ou seja, a maioria dos restaurantes e lojinhas estão localizadas em duas vias, a Rua do Mucugê ou então na Broadway. Outra atração de Arraial é a Igreja Matriz de Nossa Senhora d’Ajuda (de 1551) que fica no chamado centro histórico de Arraial, tombado pelo Iphan. A igrejinha fica em frente a uma praça rodeada por casinhas simples e coloridas. Já as praias são:

Ponta do Apaga Fogo: é a primeira praia, situada às margens do Rio Buranhém (por onde fizemos a travessia de balsa).

Praia de Araçaípe: mar calmo em função dos recifes de corais, areias com bastante conchas.

Praia dos pescadores: a mais frequentada pelos antigos moradores.

Praia do Mucugê: é a praia mais central, fica na descida da rua do Mucugê. É uma das que possui mais infra-estrutura turística, o mar é bem tranquilo e quando a maré está baixa se formam piscinas naturais. O clima é mais praia lotada, axé no volume mais alto. É onde está localizado o Parque Aquático de Arraial, o Arraial d’Ajuda Eco Parque. Passamos o dia na barraca de praia chamada La Plage, dentre as opções existentes é a melhorzinha…

DSC07255

Praia do Parracho: é a praia com melhor a melhor barraca de praia. O mar é excelente pra banho e prática de stand up padle. O clima é mais lounge e menos axé. Gostamos tanto do clima que fomos dois dias para lá, ficamos na barraca Uiki

DSC07201

DSC07200

DSC07194

Praia da Pitinga: chega-se nela caminhando pela praia, é uma das mais bonitas pois é toda emoldurada pelas falésias mas não possui muita infraestrutura, só tem uma barraca. Não chegamos a ficar nela, só passamos caminhando para conhecer e acabei não levando a câmera :/

Praia de Taipe: a última praia antes de Trancoso, para chegar só através de estrada de chão batido. Foi nossa parada no passeio em que fizemos de quadriciclo. Achei bonita mas nada de tão excepcional como havia lido. Tem apenas uma barraca de praia que não empolgou.

DSC07305

DSC07308

Nos próximos posts vou falar dos passeios que fizemos e dos restaurantes que (a)provamos 😉

 

 

Publicado em Arraial d"Ajuda, Bahia | Marcado com | 4 Comentários

Museu Nacional dos Coches

Russia 016

Ainda no circuito turístico de Belém o Museu Nacional dos Coches pode à primeira vista parecer um museu voltado a um assunto muito específico: carruagens puxadas a cavalo, pois não se deixe levar por essa primeira impressão. O museu geralmente figura na lista dos pontos turísticos mais visitados em Portugal e tem seu mérito.

Russia 017

Atualmente está localizado em uma belissíma construção do século XVIII, integra o Palácio de Belém , residência oficial do presidente da República (por essa razão os guardas em frente).

DSC00638_1427x947

Criado em 1905 no reinado da rainha Rainha D. Amélia de Orleãns e Bragança era chamado de Museu dos Coches Reais e ficava localizado no Picadeiro Real de Belém, uma antiga escola de equitação que já abrigava boa parte das carruagens da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios. Só podemos agradecer à rainha essa iniciativa de salvaguardar esse patrimônio que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais.

Russia 018

DSC00581_1427x947

O acervo era então composto por 29 carruagens da Casa Real Portuguesa, fardamentos de gala, arreios de tiro e acessórios de cavalaria utilizados pela Família Real.

Com o término da monarquia, em 1910, o museu passa a chamar-se  Museu Nacional dos Coches e seu acervo foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.

Hoje a coleção chega a cerca de 45 carruagens e é considerada única no mundo e podemos encontrar carruagens com diversas finalidades dos séculos XVII, XVIII e XIX. Na visita conseguimos entender as diversas denominações dadas ao veículos: coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança. Além disso, a exposição consegue traçar a evolução técnica e artística dos meios de transporte utilizados pela corte européia chegando até a era do automóvel.

Russia 029

DSC00593_1427x947

Russia 019 

Russia 031

Uma dica bacana para fazer a visita e ter informações extras na palma da mão é o aplicativo do Museu: Coches. O app além de ser um guia de visita multimídia possui também um jogo de perguntas e vai dessa maneira guiando a visita e ajudando a aprender um pouquinho mais sobre cada exemplar da coleção (ano de fabricação, tipo de veículo e em que ocasião foi utilizado).

foto

foto (1)

 

O ideal é reservar para essa visita cerca de 1h30/2h00, dessa maneira é possível apreciar os detalhes estruturais e principalmente artísticos de cada veículo, alguns são verdadeiras obras de arte. Outro ponto importante a destacar são os materias utilizados: seda, veludo, madeiras nobres e até ouro.

DSC00615_1427x947

Para o ano de 2015 está prevista uma mudança de endereço do Museu ao visitar a segunda sala fica evidente que o espaço já está bastante pequeno. As carruagens chegam a estar espremidas e o destaque para cada uma acaba ficando bastante prejudicado.A nova sede é projeto do nosso arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha.

DSC00571_1427x947

Informações úteis:

Museu Nacional do Coches

Praça Afonso de Albuquerque | Belém | Lisboa

Horário de Funcionamento: De terça à domingo, das 10h às 18h (úlrima entrada às 17h30).

É permitido fotografar 😉

Publicado em Lisboa, Museus, Portugal | Marcado com , , | 2 Comentários