Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge está localizado no ponto mais alto de Lisboa, na época era necessário proteger-se de possíveis ataques de inimigos e a melhor localização para isso certamente é do ponto mais alto da cidade.  Hoje sua localização nos proporciona as melhores vistas da cidade e do rio Tejo.

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Sabe-se que da ocupação primitiva dessa colina desde a Idade do Ferro, sendo que através de pesquisas arqueológicas foram encontrados vestígios de construções de Fenícios, Gregos, Cartagineses e Romanos desde o século VI a.C.

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O aspecto mouro que vemos hoje em dia no Castelo é em função da ocupação árabe-muçulmana da região, isso em meados de 711 d.C. Por isso que o nome do bairro Alfama tem origem moura all-hamma (significa banhos ou fontes) devido as diversas fontes que existiam na época.

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No período da Reconquista Cristã Dom Afonso Henriques, rei de Portugal, conseguiu retomar a fortificação com o auxílio dos cruzados normandos, flamengos, alemães e ingleses, que se dirigiam à Terra Santa. Como gratidão à reconquista o castelo, cristão, foi colocado sob a proteção do mártir São Jorge, devido ao fato de muitos cruzados serem devotados dele.

Já por meados do século XIII, após a reconquista do território português e Lisboa sendo elevada à capital do reino (antes a capital era Coimbra), o castelo teve seu período de apogeu e passou a servir de residência para o rei e sua corte. Esse período se estendeu até o início do século XVI, quando no auge dos Descobrimentos iniciou-se seu declínio pois Dom Manuel I mandou construir o Paço da Ribeira junto à casa da India, na margem do rio Tejo.

Diversos foram os fatores que contribuíram para o declínio do Castelo: a mudança da residência real para a zona ribeirinha, o uso de suas edificações como instalação de aquartelamentos e claro, o terremoto de 1755 foram decisivos para a degradação do monumento.

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Nossa visita ao castelo foi relativamente rápida, nem chegamos a visitar o museu arqueológico. De modo geral achei um pouco desorganizado o esquema de visitação, o guichê para a compra de ingressos fica logo no início da ladeira de acesso mas muito mal sinalizado, tanto que nem vimos, somente quando chegamos no topo (onde há um controle) é que nos solicitaram os ingressos e tivemos que descer toda a ladeira para compra-los. Não havia nenhuma placa indicando uma sequencia de percurso para a visita nem encontramos folhetos informativos na bilheteria.

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De fato achei que a visita ao Castelo de São Jorge valeu pela vista espetacular, fomos no final da tarde e pegamos o pôr-do-sol, isso valeu a pena.

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De lá fomos descendo a pé em direção à Praça da Figueira, no caminho passamos pela Igreja de Santo Antônio.

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Eu não sabia mas Santo Antônio, o santo casamenteiro, nasceu em Lisboa por volta de 1190 em uma casa próxima à entrada da cidade. Anos mais tarde foi construída uma Igreja no local de sua casa para homenagea-lo. A igreja original foi destruída no terremoto dando lugar a igreja atual. Infelizmente não conseguimos entrar pois estava fechada.

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Chegando na Praça da Figueira fomos direto na Confeitaria Nacional, essa confeitaria é tradicionalíssima da Baixa Lisboeta, fundada em 1829.  É famosa pelos tradicionais doces portugueses, premiados diversas vezes e pelo famoso bolo  do Rei, uma receita trazida para Portugal pelo filho do fundador. Vale a pena reservar um tempinho e provar algumas das várias delícias produzidas por lá!

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6 respostas para Castelo de São Jorge

  1. Denise Lemos Lysardo Teixeira disse:

    Estamos adorando as rotas e as dicas. Bjs, Amanda.

  2. Amanda Roth disse:

    Que bom que estão aproveitando as dicas “in loco” Denise!
    Beijão pra vcs

  3. Marco Figueiredo disse:

    Cara Amanda,

    Teu blog está cada vez melhor !!!

    Abraço,

    Tio Kinho

  4. Amanda Roth disse:

    Obrigada tio kinho!
    É muito gratificante receber esse retorno 🙂
    Abração!!!

  5. Angela Mello disse:

    Amanda!
    A Confeitaria Nacional é demais! É impossível ter só um preferido! É difícil escolher….!
    Que tal! Uma Bola de Berlin? Um Bolo de Arroz? Um garibaldi? Um Babá? Um Xadrez?
    Hmmmm…… Para quem gosta de sabores portugueses………
    A doce qualidade centenária, fazem da Confeitaria Nacional um local de requinte que não se pode deixar de visitar!
    Bacana ter referenciado a Confeitaria Nacional!
    Bjs
    Mamisa.

  6. Amanda Roth disse:

    Mamisa sempre agregando valor aos posts 🙂
    Obrigada!!
    bjs

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