St. Martin / Saint Marteen

Metade holandesa, metade francesa (herança de uma Europa em guerras que via o Caribe como ponto estratégico para a conquista das Américas) assim é a menor ilha do mundo dividida por dois governos: o francês e o holandês. São apenas 96 quilômetros recheados de praias paradisíacas, no lado holandês a ilha é chamada de St. Marteen, já no lado francês St. Martin.

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Optamos por chegar via Miami em função de irmos para Nova Iorque depois, mas é possível ir pelo Panamá. Na chegada a ansiedade pelo pouso no aeroporto Princess Juliana era grande pois é lá que a cabeceira da pista é praticamente colada na praia.

No lado holandês, ao sul da ilha a capital é Philipsburg, o idioma oficial é o inglês e a moeda o Nafl (abreviação de Netherlands Antilles Florins). É lá que estão os maiores resorts, cassinos e lojinhas Duty Free, consequentemente é mais fácil ver circular o dólar americano do que qualquer outra moeda.

Ao norte, na “metade” francesa a capital é Marigot (márrigô, em bom francês). É perceptível a olhos nus a mudança de “domínio”: as estradas são bem melhor conservadas e sinalizadas, saem as megainstalações e entram os bistrôs e hotéis-butiques. O idioma oficial é o francês e a moeda o euro, mas a maioria dos estabelecimentos aceita pagamento em dólar.

A temporada “oficial” de furacões vai de junho à novembro, mas o período mais arriscado começa em agosto (sim, fomos sabendo dessa informação). Fomos tranquilos pois a incidência de furacão na ilha é rara, o último foi o Earl, no final de agosto de 2010. As principais vantagens de ir na época dos furacões é não pegar a ilha abarrotada de turistas e desfrutar dos excelentes preços praticados nos hotéis.

A alta temporada vai de dezembro à maio, período em que a ilha fica mais cheia, inclusive  de cruzeiros que aportam no porto de Philisburg.

Hospedagem:

Já sabíamos que queríamos ficar no lado francês e após algumas pesquisas em blogs, guias e revistas escolhemos a praia de Anse Marcel. A localização não poderia ser melhor, bem central para nos deslocarmos para qualquer lado da ilha. A praia é de mar calmo, bem calmo para minha alegria e água não poderia ser mais quentinha…perfeito!

Transporte:

É imprescindível alugar um carro, do contrário é muito difícil conhecer outras praias além da que você está hospedado. O processo foi bem simples, nós locamos na Hertz e optamos por fazer tudo na hora pois sabíamos que seria tranquilo, já que agosto é considerado baixa temporada para eles. Locamos o modelo mais simples: um Toyota sedam com câmbio automático, ar condicionado e direção hidráulica (o GPS veio free!).

As praias:

São 32 praias, obviamente em 5 dias não conseguimos conhecer todas, apenas as principais. São elas:

Great Bay (lado holandês, perto de Philisburg): faz parte do grupo das “extensas”, começa no calçadão e vai até o hotel Sonesta Great Bay (no lado direito da praia). É  a praia mais muvuca das principais. A partir do centrinho dá para ver os navios que ficam atracados no porto dos cruzeiros e no porto “comercial” da capital. Vá preparado para chegar na praia e ver a disputa entre as barracas para locar as espreguiçadeiras mais guarda-sol. A dica é, se você pretende passar o dia e almoçar/petiscar na praia, avise o garçom pois dessa forma você não paga as espreguiçadeiras + guarda-sol. Aqui a água não é tão cristalina, talvez em função da proximidade com o porto…

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Maho (lado holandês): é a praia que fica ao lado do aeroporto, onde fica o bar para assistir o pouso/decolagem dos aviões. Não chegamos a pegar praia lá, fomos mesmo para assistir os aviões. Em função dessa “atração” obviamente a praia não é calma, mas é linda tanto quanto as outras e está em perfeitas condições de banho.

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Mullet Bay (lado holandês): não há nenhuma sinalização, mas fica atrás do único campo de golfe da ilha, não tem muita infra-estrutura tem apenas uma barraca que vende bebidas e alguns petiscos industrializados. Eu a classificaria como a mais “roots” das que visitamos pois era a que tinha mais adolescentes/jovenzinhos. O mar é maravilhoso, bem calmo com água transparente e água quentinha, bien sûr.

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Dawn Beach (lado holandês): é a praia que fica o resort The Westin, o mar é bem mais agitado do que nas outras, nem chegamos a entrar na água. Na verdade a praia em si tem a infra-estrutura do hotel, que serve que está hospedado lá. Não acho que vale a pena passar um dia lá…

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Grand Case (lado francês): é a “queridinha” dos franceses e foi também a minha preferida. Tem aquele climinha tranquilo com um som gostoso tocando em volume adequado. As barracas são excelentes, nós paramos na Rainbow e o atendimento foi ótimo, parecia que estávamos na Côte d’azur J Reserve pelo menos um dia lá.

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Orient Beach ou Baie Orientale (lado francês): guardadas as proporções é a “Praia do Futuro” (alou, Fortaleza) da ilha, tem uma barraca ao lado da outra, infra- estrutura é o que não falta! É sem dúvida a mais famosa e mais lotada das praias. O canto à esquerda de quem olha o mar é reservado para nudistas, é lá que fica o Club Orient, um dos hotéis naturistas mais famosos do mundo.

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Anse Marcel (lado francês): foi a praia que elegemos para ficar e também foi uma das minhas preferidas. A praia fica escondidinha atrás de uma montanha, é preciso atravessa-la para chegar até o acesso à praia, mas a sinalização é bastante boa. O mar é muito calmo e a água é translúcida ao ponto de se ver os cardumes de peixes a olhos nus. Não sei como é a infra-estrutura para quem não está hospedados em um dos hotéis de lá, são 3 se não me engano, mas vale levar a “farofa” e passar um dia. A  localização em relação as demais praias é boa, só fica mais longe para ir até Maho beach, mas nada que em 30 minutos não se faça (na baixa temporada).

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Os restaurantes:

A ilha oferece excelentes restaurantes, tanto do lado francês quanto do holandês. Se a ideia dor cada dia visitar uma praia obviamente não recomendo fazer o pacote de refeições all inclusive que alguns hotéis oferecem.  Como estávamos na baixa temporada não fizemos reserva nenhum dia, se for alta  (dezembro-abril) é recomendável que se faça. Os preços das refeições não são baratos, então reserve uma quantia considerável para comer bem, um prato principal estava por volta de 25-30 euros. A maioria dos restaurantes aceita tanto dólar quanto euro, o que acontece é que na maioria das vezes que se paga em dólar (no lado francês) se está sujeito ao câmbio do restaurante.

Para pesquisar os restaurantes por praias e demais informações (endereço, telefone, horários) este guia (aqui) é bastante completo. Mas já adianto, no lado francês é que estão os melhores restaurantes, bien sûr!

Grand Case: é a praia que possui a maior concentração de restaurantes bons por m2, entre os mais bam-bam-bam estão o Le Tastevin, o Le Ti Provençal e o Le Pressoir. Num estilo mais moderninho-chique tem o Calmos Cafe, que também é “barraca de praia”com espreguiçadeiras para local e tals. Nós almoçamos no Rainbow Cafe já que pegamos por praia por lá, o almoço foi excelente e o atendimento idem.

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Simpson Bay: na estradinha que vai de Simpson Bay ao aeroporto estão localizados vários restaurantes, um do lado do outro, muitos com estacionamento em frente e alguns com vista para a lagoa Simpson como o Rancho Steak and Lobster. Nós combinamos o almoço com o pouso dos aviões (o ideal é checar o horário dos pouso dos maiores como o Boeing 747/KLM e o Air Bus 330/Air France) no Sunset Bech Bar, achei a comida razoável mas ideia de combina-la com as fotos dos aviões é válida!

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