São Petersburgo – a chegada

Saímos bem cedo de Moscou para pegarmos o trem em direção à St. Peter, fazia um tempo horroroso (úmido, com uma chuva fininha tipo spray) e isso fez com que nos molhássemos bastante para chegar à estação.

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A viagem de trem Moscou-St. Peter foi maravilhosa, foram 5 horas de viagem que passaram voando. Eu adoro viajar de trem, acho muito agradável e prático já que não tem todo aquele esquema de viagem de avião de  chegar 1, 2 horas antes .

St. Peter nos recebeu com meu estilo de inverno: seco e ensolarado. Da estação Ploshchad Vosstaniya até nosso hotel foi um pulo, bem diferente de Moscou…A primeira impressão que eu tive da cidade foi que o ritmo tinha mudado, aquele caos de trânsito e mega avenidas tinha acalmado (um pouco).

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Saímos da estação e fomos direto Catedral de São Nicolau, situada em frente ao canal Kryukov. A imagem não poderia ser melhor, a fachada barroca branca e azul celeste parecia uma continuação do dia maravilhoso de céu azul e ensolarado. Finalizada em 1762, a construção destinava-se originalmente aos marinheiros e aos trabalhadores do Almirantado (que fica bem próximo), por isso ficou conhecida como à “Igreja dos Marinheiros”.

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Como a maioria das igrejas ortodoxas, o interior é repleto de centenas de ícones, muitos considerados raridades do século XVIII. O acesso ao primeiro andar é livre durante todo dia, os cultos acontecessem no segundo andar e só podem ser acessados durante a cerimônia.

Mesmo não tendo planejado tivemos sorte e chegamos no horário em que estava acontecendo o culto matinal de domingo! Ou seja, o dia mais frequentado. Vale lembrar que os homens descobrem a cabeça para entrar, diferentemente das mulheres: algumas colocam um lenço sobre o cabelo, outras colocam um chapéu ou um gorro.

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Sabe-se que a Rússia foi por muitos anos considerada um país “sem religião” e onde a prática da mesma era fortemente punida. Atualmente o que se pode observar é um retorno, principalmente dos jovens, de frequentar as instituições religiosas, além de um considerável aumento de casamentos celebrados. Então é realmente uma multidão que frequenta os cultos, jovens, idosos e crianças de todas as idades. Como já comentei em outro post (aqui), não existem cadeiras ou bancos, e as pessoas participam do culto em pé, curvando o corpo diversas vezes e fazendo o sinal da cruz ao mesmo tempo, há muitos cânticos e a maioria participa fervorosamente. Com o meu vasto conhecimento de cirílico não pude compreender nada do que era dito, mas a energia  e a fé transmitida pela daquelas pessoas era impressionante, jamais eu havia presenciado nada igual. Saímos de lá mais leves e com o sentimento de paz interior.

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Os cultos podem durar horas então é absolutamente normal o ir e vir de pessoas, pois não é necessário chegar na hora do início e ficar até o término. As fotos internas não eram permitidas e apesar do interior da catedral ser belíssimo, nem pensei na câmera pois fiquei realmente envolvida com tudo que acontecia a minha volta.

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Saindo de lá fomos almoçar no restaurante Pogreeb (falarei especificamente dos restaurantes em outro post) e na sequência a igreja mais aguardada para fotos:  “O Salvador em sangue derramado”. Que será o tema para o próximo post 🙂

Catedral de São Nicolau

Nikolskaya Ploshchad, aberta 6h-19h30

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Uma resposta para São Petersburgo – a chegada

  1. Monica disse:

    A Rússia ainda ontem era um país remoto. Parece havia ainda pairar o mito soviético do comunismo de sentido escatológico e estrutura mitológica, como que um poder misterioso de um povo fechado, aqueles que primeiro gravitaram a terra. Mais um pouco no passado a Rússia era considerada bárbara, inculta demais para ser europeia e polida demais para ser asiática. Os humanos somos iguais, somos é diferentes. A verdade desmorona mitos com o tempo. En passant observo que dando um pequeno giro por ruas de um lugar de nome Ulianovsky perto de São Petersburgo, vejo num país distante como que a porta da minha casa e a porta de todas as casas do mundo. Os humanos somos nascidos de mulher graças a um projeto de infinita inteligência poderosa e misericordiosa e de infinita humildade poderosa e misericordiosa, tornando nos um só com o Criador num só Espírito Santo. Isto é magnífico e vai nos levar a um fechamento de glória incomensurável na história da humanidade. As desigualdades são humanas e fugazmente passageiras já que nosso tempo presente não tem extensão nenhuma. É matemática a coisa: qualquer constante dividida pelo infinito…zera-se!. Mas os irmãos russos ortodoxos são espertos e inteligentes, edificaram as mais lindas Igrejas do mundo, e gritam de alegria quando em coro professam a toda potência do coração: Cristo ressuscitou!…Não fomos feitos para a terra, fomos feitos para o Céu…:)

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