O que fazer em Belo Horizonte parte 2: a "rota Niemeyer"

Das visitações turísticas em BH essa pra mim era a mais aguardada, a que eu estava mais ansiosa por fazer: ver bem de pertinho o conjunto de obras de Oscar Niemeyer!

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A transferência do centro administrativo da cidade para fora da região central gerou dois núcleos de obras de Niemeyer:  o já conhecido Conjunto da Pampulha e a Cidade Administrativa de Minas Gerais (que fica afastada uns 15km do centro).

O Conjunto da Pampulha é composto por 4 edifícios: o Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), o Iate Clube, a Casa de Baile e a Igreja de São Francisco de Assis. No centro dessas edificações foi construída artificialmente a Lagoa da Pampulha e feito por Burle Marx todo um trabalho de paisagismo. A lagoa foi criada para a realização de esportes náuticos e também para deslocar o eixo de desenvolvimento da cidade para a região Norte. Todas essas obras foram feitas na década de 40, sob a administração do então prefeito Juscelino Kubitschek.

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No alto da península está o Museu de Arte da Pampulha que abriga exposições temporárias de arte contemporânea. A visita para mim tinha como objetivo conhecer o interior da edificação (considerando que não sou das mais fãs de arte contemporânea). O jogo de formas é fascinante, além claro da relação interior X exterior extremamente bem pensada. O jardim frontal já não possui o mesmo viço da época do cassino, mas mesmo assim percebe-se a intenção de Burle Marx.

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O Iate Clube só permite a entrada, o que se pode ver é sua  fachada  em forma de proa remetendo às imagens náuticas tão utilizadas por Le Corbusier (contemporâneo de Niemeyer).

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A Casa de Baile, chama a atenção pelo seu tamanho tão diminuto para os nossos padrões atuais de festas. Infelizmente também não era possível a visitação e tive que me contentar com a parte externa.

O ápice é a Igreja de São Francisco, concebida a partir de uma abóbada parabólica de concreto armado, inspirada na técnica utilizada no hangar de aviões do aeroporto de Orly, em Paris, de autoria de Eugène Freyssinet. Na parte interna um mural de São Francisco feito por Candido Portinari. No revestimento das fachadas, mosaicos de azulejos projetados também por Portinari.

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* as grades são para proteger o gramado, na virada do ano há uma queima de fogos na lagoa.

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