Cinquentenário da morte de Le Corbusier

Em 2015 se Charles Edouard Jeanneret-Gris (1887-1965), mais conhecido como Le Corbusier, estivesse vivo completaria 127 anos de idade. O ano marca portanto ocinquentenário da morte de um dos arquitetos mais geniais da história da arquitetura.

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Imagem de Willy Rizzo

“Espaço e luz e ordem. Estas são as coisas que os homens precisam tanto quanto precisam de pão ou um lugar para dormir.”

Um dos pioneiros do movimento moderno na arquitetura, o arquiteto suíço, urbanista, designer, pintor e escritor que trabalhou cerca de 50 anos, tem obras construídas por toda Europa, Índia e Estados Unidos.

Em função dessa data comemorativa uma série de exposições e acontecimentos estão programados para o ano, entre elas uma restrospectiva no Centre Pompidou com cerca de 300 obras reunidas entre mobiliário, projetos arquitetônicos, pinturas e esculturas. A exposição que iniciou em  29 de abril vai até o dia 3 de agosto, no site tem todas as informaões complementares (aqui).


Aproveitando o gancho da história lembrei de quando fui à Paris da visita que fiz à Fundação Le Corbusier ou Maison La Roche:

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Considerada a primeira casa modernista construída na França, entre 1923 e 1925 com projeto de Le Corbusier e Pierre Jeanneret (primo de Le Corbu). O projeto foi encomendado pelo banqueiro e colecionador de arte suíço Raoul La Roche.

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Fica a dica para quem está em Paris, é uma bela oportunidade de visitar um de seus mais conhecidos projetos, a Villa La Roche, no décimo sexto “arrondissement”, região oeste de Paris. O bairro é muito bonito e gostoso para caminhar e não é dos mais procurados por turistas, fora os arquitetos e estudantes de arquitetura.

A Fundação Le Corbusier é na verdade um pequeno museu e ocupa dois imóveis adjacentes: a Villa Jeanneret e a Villa La Roche. A entrada é bem discreta e fica praticamente escondida por uma passagem estreitinha em uma rua bem arborizada.

Já quem estiver pela América Latina também terá a oportunidade de ver uma obra do arquiteto, pois Le Corbusier também esteve por aqui.

Fachada principal

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A Casa Curutchet* encomendada ao arquiteto franco-suíço pelo médico Pedro Domingo Curutchet fica em La Plata, Buenos Aires e foi construída em 1955. A residência reúne os cinco pontos da arquitetura formulados pelo arquiteto franco-suíço: planta livre, fachada livre, janela em fita, construção sobre pilotis, teto jardim. Atualmente é sede do Colegio de Arquitectos de la Provincia de Buenos Aires, o CAPBA.

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Casa Crutchet

*as fotos são antiguinhas, de 2005 :0

Se alguém tiver interesse, em 2009 foi lançado o filme “El Hombre de al lado” que tem como cenário a Casa Curutchet.

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Casa Kubitschek – a casa de campo de JK na Pampulha

Em uma das minhas últimas idas à BH visitei uma casa que tinha me chamado muito a atenção desde a minha primeira ida ao “Circuito arquitetônico da Pampulha”. Na époce, em 2012, a casa estava em restauração. Fui pesquisar na internet e então descobri que aquele era o lugar em que o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek,  costumava passar seus finais de semana.

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O imóvel onde JK passava os finais de semana foi vendido em 1956  à família de Joubert Guerra, ex-deputado e ex-prefeito de Diamantina, que faleceu em 1977 e era amigo íntimo de JK, seu padrinho de casamento, com quem freqüentou o seminário. Nos últimos 20 anos, a esposa de Joubert Guerra, Juracy Brasiliense Guerra, falecida em outubro de 2004, foi quem morou no local.

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Atualmente, após o processo de desapropriação pela prefeitura e tombamento em nível municipal, estadual e federal, a casa retornou “ao público” e faz parte da campanha “Pampulha: Patrimônio da Humanidade”.

O projeto de autoria de Oscar Niemeyer  data de 1943 e segue todo conceito de arquitetura modernista utilizado na região da  Lagoa da Pampulha. A casa é tão surpreendente quanto foi o ex-presidente. O terreno tem 2.800 metros quadrados e a área construída é de 680m2, composta pela casa principal e uma menor aos fundos, que servia de escritório.

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Com uma arquitetura bastante moderna para a época, possui dois painéis, sendo um de Alfredo Volpi e outro de Paulo Werneck, além do belíssimo mobiliário de época. A estrutura da edificação, característica aos anos 50 no Brasil, segue o mesmo estilo do Iate Tênis Clube, com cobertura em asa de borboleta.

Os jardins são assinados por Burle Max, logo na entrada da residência, um lago cheio de carpas tem reproduz o formato da Lagoa da Pampulha.

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Por se tratar de uma residência de final de semana, a área social da casa é extremamente valorizada pois suas principais atividades eram de cunho social. A casa possui espaços específicos parao lazer, como a sala de jogos, piscina, pomar e pavilhão de lazer (aos fundos, ainda não totalmente recuperado).

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A concepção do projeto traduz o objetivo princial do proprietário: receber. Por isso possui um amplo setor social e um bem resguardado setor íntimo. O diálogo desses dois setores não poderia se dar de maneira mais harmoniosa.

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Todo tour está muito bem montado, o material gráfico é de extremo bom gosto e qualidade, com informações corretas e bastante elucidadivas.

 

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Uma visita muito interessante de ser feita, levamos cerca de 2h para percorrer calmamente todos os espaços da casa.

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  • Na orla da Lagoa não é permitido estacionar, uma das opções é deixar o carro em alguma rua transversal.
  • De ônibus é possível ir com o 5106

Para mais informações:

Casa Kubitschek

Av. Otacílio Negrão de Lima, 4.188 – Orla da Lagoa da Pampulha | ter-sab 10h às 17h         www.facebook.com/CasaKubitschek

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Casa Vanni em Bento Gonçalves nos Caminhos de Pedra

Seguindo o embalo dos Caminhos de Pedra, em Bento Gonçalves, lembrei de postar um restaurante que gosto muito e que já tive a felicidade de ir mais de uma vez, o Casa Vanni.

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Localizado no meio do percurso da estradinha dos Caminhos de Pedra o Casa Vanni é um convite para o estilo slow food. A casa é antiga, daquelas que possui a base em pedra e os andares superiores em alvenaria. O salão onde é servido o almoço fica no porão, com uma decoração de extremo bom gosto. A sensação é de estarmos em casa mesmo, tem vasinhos com flores, toalha xadrez, objetos antigos e um atendimento bem especial.

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Localizado em meio a uma grande área verde, o espaço conta com brinquedos para as crianças, redes para os adultos e espreguiçadeiras pra lá de convidativas para uma pequena siesta pós almoço.

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A comida é típica italiana,  obviamente . O atendimento é à la carte e o menu é enxuto, com três opções de entrada e quatro opções de prato principal. Meu destaque fica para o gnochi à bolonhesa…dos Deuses! Mas todos os pratos são de dar água na boca. De sobremesa, não deixaria passar a panna cotta com calda de bergamota ou então o clássico sagú com creme.

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Na saída vale a pena dar uma passadinha no andar superior, todo decorado com móveis dos tempos de nossos avós, dispostos em excelente harmonia com objetos mais contemporâneos. É possível comprar alguns produtos coloniais ou então tomar um lanche com um cafezinho.

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Para mais informações e reservas:

Casa Vanni (site aqui)

Linha Palmeiro 795 | Distrito de São Pedro
Caminhos de Pedra | Bento Gonçalves | RS – Fone: (54) 3455 6383

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Bento Gonçalves | Caminhos de pedra: Ateliê do escultor Bez Batti

Fiz esse passeio há alguns anos num final de semana que passei em  Bento Gonçalves a convite de minha tia. Como estou colocando em dia alguns posts da Serra Gaúcha achei que era um passeio que não devia deixar de registrar por aqui.

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O ateliê do escultor Bez Batti fica no chamado “Caminhos de Pedra”,  no interior de Bento Gonçalves. O cenário remete à Toscana: lindas paisagens, uma estradinha que vai recortando as montanhas, um córrego mais aqui, um parreiral acolá e alguns casarões rústicos de pedra no meio do percurso. Pra mim esse é mais um passeio muito interessante a ser feito na Serra Gaúcha, pouco conhecido até mesmo por muita gente que mora aqui no estado.

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Em meio a diversas casas transformadas em pontos turísticos (lojas de artesanato, produtos coloniais, restaurantes de comida italiana, vinícolas) está o ateliê do “Profeta das pedras”, como definiu muito bem Fabrício Carpinejar.

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O ateliê de um dos maiores escultores em atividade no país fica em uma curva escondida na estrada. Na visita em sua casa-ateliê é possível sentir toda essa admiração pela sua matéria prima: o basalto. De origem vulcânica, abundante na região, é uma pedra duríssima e encontra-se disponível em uma infinidade de tonalidades e colorações.

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Fiquei muito contente em visitar a casa do artista com ele sendo meu anfitrião, foi uma oportunidade ímpar de conversar com ele e sentir toda a paixão do escultor que dedica sua vida à escultura e produz obras de uma beleza e delicadeza singular.

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Um belo passeio para quem aprecia natureza e arte.

Informações práticas:                                                                                                                Horário de visitação: 10h00 – 18h00 | Fone contato: 54 3455 6254                                           + info: mbbatti@terra.com.br

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Serra Gaúcha: Morro Reuter

Esse ano coloquei como meta aproveitar a abundância de feriados para fazer pequenos passeios, no estilo bate-volta, em cidades próximas à Porto Alegre. Com a chegada do outono, o clima mais fresco e a mudança nos matizes das árvores logo pensei em alguma cidadezinha da nossa Serra Gaúcha! Escolhi Morro Reuter, que fica à 60km da Porto Alegre, uma cidade pequenininha com cerca de 6.000 habitantes, cercada por morros e vales. Cortada pela BR 116, faz divisa com os municípios de Picada Café, Dois Irmãos, Presidente Lucena e Sapiranga.  A cidade é caminho para quem vai à Nova Petrópolis e Caxias do Sul, famosa pela gastronomia italiana e alemã, além dos fartos Cafés Coloniais.

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Saímos de Porto Alegre às 11hrs e fomos direto ao Restaurante El Paradiso, de culinária alemã e italiana. Em cerca de 1h20 de estrada estávamos lá. Em vésperas de feriado ou domingos, vale a pena reservar uma mesa pois o local é muito procurado. A área  é muito bonita, excelente para relaxar do dia-a-dia de cidade grande. IMG_0473 O restaurante fica em meio a uma grande área verde muito bem cuidada, tem galinha, galo, pato e até um gatil para visitar. Uma notícia boa é que é permitido levar pet! Quando reservei avisei a recepcionista e ela nos reservou uma mesinha na parte externa, muito bem localizada por sinal. IMG_0461 IMG_0451 IMG_0467

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A comida não poderia ser melhor, um buffet de saladas repleto de folhas fresquinhas plantadas no local e a famosa maionese da Serra Gaúcha! Há também um buffet de pratos quentes com pratos típicos alemães e italianos e pra completar essa “orgia alimentar” é servido na mesa filé de frango e gado, polentinha frita e linguinha. O gran finale fica por conta de outro buffet…o de sobremesas!!! Na ampla área verde do restaurante encontramos uma lojinha que é uma graça, a Kombi-loja da Débora Sarmento. Nos finais de semana ela fica “estacionada” por lá e exibe belas peças artesanais, todas de muito bom gosto. IMG_0476 IMG_0478 Ao longo de toda VRS 873 é possível encontrar diversos locais para visitar: antiquários, ateliês de artistas, lojas de chocolates da serra. Localizamos todos esses pontos turísticos num mapa turístico organizado pela prefeitura e todo ilustrado por crianças, uma ideia genial. Ele é disponível gratuitamente nos principais estabelecimentos da cidade, no centro de informações turísticas e na página da cidade na internet. Fica a dica de um belo passeio, pertinho de Porto Alegre!

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Centro Budista de Três Coroas

O título de post entrega a localização dessas edificações, mas acredito que se eu não colocasse o nome da cidade muita gente ficaria em dúvida do local onde elas relamente foram tiradas. Pois bem o Templo Budista é gaúcho e é o primeiro templo tibetano tradicional na América Latina. Fica localizado em Três Coroas, cidade que faz parte do cicuito da Serra Gaúcha, localizada à 40km de São Francisco de Paula, 50km de Gramado e 105km de Porto Alegre.

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O primeiro templo do Centro Budista Khadro Ling começou a ser construido em 1998 idealizado pelo seu fundador Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche que ao visitar o Rio Grande do Sul ficou encantado com as belezas da serra gaúcha e elegeu o alto da montanha cercada de lindas paisagens para ali construir seu centro destinado ao estudo e à prática do budismo. Atualmente o centro conta com diversos templos que foram construídos a partir de doações espontâneas já a a organização não possui fins lucrativos.

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Ao chegarmos no lugar sentimos a paz e tranquilidade principalmente devido silêncio absoluto que ali impera. Esse clima misturado aos diversos templos e esculturas intensamente coloridas e com graficações quase que místicas (para nós ocidentais) criam um ambiente quase que mágico.

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As Estupas ou Stupas são construções cônicas, chamadas de pagode, elas representam a mente de Budda. Cada detalhe aqui representado refere-se a algum aspecto da sua vida iluminada ou do caminho que o levou a ascenção.

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Para visitar não é necessário agendar, apenas confirmar através do site (aqui) se o templo estará funcionando normalmente. Pode-se estacionar lá dentro do centro, só é preciso identificar-se e informar o número de pessoas que estão dentro do carro, isso é feito através de um porteiro eletrônico que fica junto ao portões de acesso.

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Os visitantes são encaminhados até uma sala em que um vídeo explicativo sobre como surgiu o centro, quais seus objetivos e um pouco da história de seu fundador. Depois disso o passeio é livre e não há um roteiro específico a seguir. Não são permitidas fotos no interior dos templos e em alguns é exigido que se tire o sapato. É possível pedir orações para uma pessoa específica ãtravés de bilhetinhos. Nenhuma taxa é cobrada pela visita mas alguma contribuição de acordo com nossas possibilidades é sempre bem vinda.

Existe a possibilidade de participar das cerimônias, elas são abertas ao público aos domingos às 9h, recomenda-se que quem tiver interessado chegue 15 minutos mais cedo. Não há nenhuma estrutura de restaurante/bar/lanchonete, existe uma pequena loja com livros e objetos relacionados ao budismo. O site é bem completo de informações sobre como chegar e horários, vale a pena checar antes de se deslocar 😉

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Um final de semana em São Francisco de Paula

Estive em São Francisco de Paula, ou São Chico como é carinhosamente chamada, em maio de 2013…ou seja, esse post já era para ter saído faz tempo!

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São Francisco de Paula fica à 132Km de Porto Alegre, é vizinha das badaladas Gramado e Canela (de Canela são 36Km) e próxima de Cambará do Sul (70Km). Aqui a proposta é bem diferente, com cerca de 20.000 habitantes o clima é de tranquilidade e sossego, ideal para recarregar as energias em um final de semana por exemplo. Em São Chico não tem arquitetura alemã “fake”, nem restaurantes com hooooras de espera a preços exorbitantes como nas vizinhas estreladas. Nada contra Gramado e Canela, muito pelo contrário, sempre gostei muito das duas cidades, mas para quem acompanhou de perto essa explosão do turismo de massa, cansa.

Nós fomos à São Chico numa sexta-feira à noite e voltamos no domingo, foi de bom tamanho, conseguimos passear pelo centrinho, comer muito bem e até curtir nosso hotel. Na volta ainda paramos em Cambará para almoçar e visitar o Centro Budista, assunto para o próximo post!

​Não dá pra ir à São Chico esperando encontrar diversos pontos turísticos, eles são poucos. A ideia é conhecer a cidade e curtir a natureza: araucárias, mata nativa, parques e lagos fazem parte do cenário.

 

 

Comece pela Avenida Central​, provavelmente você vai ter chegado de carro por lá. O legal é fazer uma caminhada despretensiosa e prestar atenção em dois o monumentos: um é uma ode ao nosso hábito, o chimarrão, por isso o monumento à cuia, o outro é em homenagem ao Negrinho do Pastoreio (lenda qui). As lojas são bem típicas de interior, ou seja, numa mesma loja a gente encontra coisas para casa, roupas e até artigos pet! Eu mesma comprei numa dessas lojas uma espécie de fondue na pedra só que feito do material de panela de ferro, excelente para manter quente a comida. Ah, importante: o comércio fecha ao meio dia e reabre pelas 13h30/14h. Sábado à tarde fica aberto.

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Monumento à cuia

Monumento ao Negrinho do Pastoreio - tradicional lenda gaúcha

Monumento ao Negrinho do Pastoreio – tradicional lenda gaúcha

Não deixe de conhecer a Livraria Miragem, ainda na Avenida Central, sabe aquelas livrarias de rua que nas capitais praticamente não existem mais? Pois então, lá é a chance de matar a saudade! São três andares, no primeiro fica a livraria propriamente dita. A seleção de livros é bem completa, encontrei exemplares difíceis de encontrar até na megastores. A área infantil é uma graça. O segundo andar é mais dedicado à decoração, com artigos para a casa, alguns voltados ao tema leitura. E no terceiro andar geralmente fica alguma exposição, de quadros, fotografia, escultura, nessa temática. Interligado à livraria fica a casa de chá, que também tem acesso independente, outro espaço muito gostoso com coisas deliciosas! Se puder prove o chá de frutas, feito com casca de maçã, abacaxi, pêra, cravo e canela…saborosíssimo!!

Livraria Miragem

Livraria Miragem

Nas atrações naturais eu destacaria o Lago São Bernardo, rodeado por uma trilha de 2,5km e repleto de árvores caducas. O lugar é muito bonito, é bastante fraquentado pelos moradores que utilizam o local para se exercitar ou que simplesmente sentar em algum dos banquinhos da volta para tomar chimarrão. Nós aproveitamos o dia lindo e locamos quadriciclos, a farra foi grande como comprovam as fotos. Ao fundo do lago uma construção chama a atenção, um hotel bem antigo da cidade, o Hotel Cavalinho Branco. Não sei de ninguém que tenha se hospedado por lá, mas fiquei com vontade de conhecê-lo.

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Pertinho do lago fica a estrada de chã batido que leva até o Parque das 8 cachoeiras, não chegamos a visitar mas no hotel nos informaram que era muito bonito. É pertinho, cerca de 2,5km, lá fica uma pousada chamada Pousada Parque das 8 Cachoeiras.

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De dicas gastronômicas eu recomendaria os dois restaurantes que fomos, na primeira noite jantamos na pizzaria Morosko. O lugar é simples mas com uma pizza bem gostosa, dá para pedir rodízio ou à la carte.

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No sábado almoçamos no bem recomendado Casa da Dinda, clássico restaurante da cidade que funciona numa casa antiga reformada para abrigar o restaurante. Lá eles servem à preço único o tradicional galeto (frango jovem) com, polenta na chapa, massas, radicci com bacon e o diferencial da casa,  o churrasco de pinhão (uma espécie de hamburguer feito com pinhão e carne moída e assado na churrasqueira). Pra quem não sabe, São Francisco de Paula é a terra do pinhão!

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Típica casa de madeira ainda muito encontrada na região

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Nós ficamos hospedados no Hotel Village da Serra, que fica bem no final da Avenida principal. Os quartos são confortáveis, com aquecimento ventilador (que não se fez necessário pois era junho!).

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Gostei mais das áreas comuns do que do quarto propriamente dito, como ficamos só duas noites estava mais do que bom. O café da manhã foi sensacional, típico da serra: pães, bolos, schmiers (espécie de geléia) e muitas frutas. Na noite de sábado jantamos no restaurante do hotel, confesso que não lembro o que pedimos, só lembro que foi gostoso!!

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No retorno à Porto Alegre passamos por Três Coroas para visitar o Centro Budista e almoçamos num restaurante Tibetano, vou falar disso no próximo post!

*Peço desculpas pelas fotos, não estão das melhores  e de alguns lugares estão em falta porque simplesmente eu esquecia de bater, prometo quando voltar caprichar mais!

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Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro

Em setembro tive uma viagem à trabalho até o Rio de Janeiro, bate-volta, fui pela manhã e voltava à noite. Inicialmente minha reunião terminaria no final da tarde e o único voo direto que consegui pelo Santos Dumont saía às 21h, teria uma pequena espera mas ok. O problema é que a reunião terminou às 16h, não consegui adiantar o voo então o jeito era esperar mesmo. Fui até as informações turísticas do aeroporto e perguntei se havia algo a ser visitado próximo, para ir a pé mesmo e foi aí que me informaram do Museu Histórico Nacional. O museu fica à uns 10 min de caminhada leve do Santos Dumont, bem tranquilo mesmo de ir. Chegando lá que bela surpresa!

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Criado em 1922, o Museu Histórico Nacional é um dos mais importantes museus no nosso país devido ao seu acervo de mais de 348 mil ítens além da maior coleção de numismática da América Latina.

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Inicialmente o local abrigava o Forte de Santiago (1603) , a localização era estratégica para a defesa da Baia da Guanabara, na chamada ponta do Calabouço. O local tinha  esse nome em função de servir também como prisão destinada aos escravos faltosos. À fortificação inicial veio se juntar a Casa do Trem, destinada à guarda do “trem de artilharia”, conjunto de apetrechos bélicos que eram utilizados na defesa da cidade.

No começo do século XX  o Arsenal foi transferido para a Ponta do Caju, permitindo que o conjunto fosse adaptado para suas novas funções : Pavilhão das Grandes Indústrias da “Exposição Internacional de 1922”. O então presidente Epitácio Pessoa determinou que o Pavilhão abrigasse, em duas de suas salas, o núcleo inicial do Museu Histórico Nacional. Com o término da Exposição restou o museu que gradativamente foi ocupando toda área.

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Pátio com canhões e o Portão de MInerva

Entre os anos de 2003 e 2006 o museu passou por uma grande obra de restauração e recuperação de sua arquitetura original em estilo neocolonial. A sobras proporcionaram uma maior integração entre os espaços destinados ao público bem como a criação de percursos adequados à museográfica.

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Os detalhes em azulejos são maravilhosos

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O museu também foi o pioneiro na política de preservação do Patrimônio Nacional, abrigando, entre 1934 e 1937, a Inspetoria de Monumentos Nacionais.

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Adorei essa parte da exposição

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Estátua equestre de D.Pedro II

Comecei visitando o acervo permanente do museu já que minha visita poderia ser de pouco mais de 1h pois o museu fecha às 17h30 e entrei lá às 16h15. O acervo permanente abrange a pré-história brasileira até o período Republicano. Encontrei telas à óleo retratando a família Imperial, uma coleção fantástica de mobiliário, de artigos religiosos, esculturas mineiras, entre outras coisas como louças, trajes e claro, a maior coleção de numismática da América Latina.

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Uma parte muito bacana do museu é onde estão expostas coisas da década de 80, tv’s, telefones celulares, computadores e até brinquedos fizeram com que eu voltasse no túnel do tempo e me divertisse muito.

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Outra exposição que me chamou muito a atenção foi a de carruagens e belinas, localizada numa ala separa do museu. Apesar de serem em menor número, os exemplares não deixam nada a desejar em relação ao Museu dos Coches em Lisboa (post aqui).

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Museu Histórico Nacional – MHN/RJ                                                              Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro
Telefone: (21) 2550-9220 ;(21) 2550-9224
e-mail:mhn.comunicacao@museus.gov.br
Horário: De terça à sexta-feira das 10 às 17h30horas. Sábados, domingos e feriados: das 14 às 18h00.

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Visitando a Bodega Bouza

Esse post era para ter sido publicado na sequência dos posts de Montevideo, mas ficou aqui no rascunho e acabei não publicando. Vai ficar fora de ordem mas é só clicar em “Montevideo”ou Üruguai”que aparece todo material de lá do blog.

Eu já havia lido em algumas revistas e blogs de viagem sobre as vinícolas do Uruguai, minha mãe, apaixonada por vinhos que é, também já havia nos recomendado algumas, entre elas a Bodega Bouza, então parti para o Google e fui ver como que funcionava.

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Ao pesquisar encontrei um site chamado “Los caminhos del vino, bodegas familiares del Uruguai” (site aqui), lá estão listadas  e marcadas em um mapa todas as vinícolas uruguaias. Os links já direcionam para os sites das vinícolas, onde se pode ser o que cada uma oferece.

Nossa opção era a Bodega Bouza pois queríamos algo que fosse relativamente próximo de Montevideo e a Bouza, são apenas 15km do centro da cidade. Optamos por ir de carro pois estavamos com o nosso lá. É possível solicitar um transfer da bodega, se você estiver em mais pessoas vale a pena, ou então ir de táxi já que a corrida tem tarifas  bem amigáveis (apenas lembre-se se pegar as intrusões de como chegar lá antes, nem todos taxistas conhecem essa zona mais rural de Montevideo).

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Fiz a reserva pelo site mesmo e logo em seguida já recebi a confirmação. Optamos pela opção degustação top que incluía a visita guiada e a degustação com 4 tipos de vinhos de alta qualidade, fiambres, queijos e pães assados na hora!

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Chegando lá e fomos encaminhados para uma varanda e ficamos aguardando os demais que estavam agendados para o nosso horário. A edificação principal é muito bonita, uma construção no estilo rústico que abriga o restaurante, a lojinha e o local onde são feitas as degustações.

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Começamos com a guia da vinícola nos apresentando a história de como surgiu a Bodega Bouza que é na verdade uma vinícola familiar e de como são produzidos os seus vinhos. Nos foi mostrado os tipo de uva que são utilizados, a seleção e todo processo de fabricação dos vinhos. Um dado importante é que a Bouza é que foi precursora na produção dos chamados vinhos finos, que são vinhos de maior qualidade que são exportados para o mundo todo.


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Depois do circuito de fabricação do vinho seguimos para uma parte muito peculiar da vinícola o Museu de carros antigos. Um dos proprietários da vinícola possui uma coleção de carros antigos que ficam expostos e fazem parte da visita. São mais de 30 carros e motos antigos de 1920 em diante. Uma verdadeira viagem no tempo!

 

 

 

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Na sequência seguimos para a degustação, simplesmente ma-ra-vi-lho-sa. Os pãezinhos eram quentinhos, assados na hora, os queijos deliciosos e os vinhos todos muito gostosos (não somos conhecedores de vinhos, nosso critério de avaliação é gosto/não gosto). Nossa ideia inicial não era almoçar por lá, mas acabamos não aguentando e mudando de ideia ao ver os pratos que estavam sendo servidos. Recomendo e muito considerar um almoço no restaurante da vinícola, o legal é que nessa opção a visita guiada está inclusa.

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Bouza

 

Saímos de já era quase 16h e fomos direto para o hotel hibernar depois dessa orgia eno-gastronômica.

Bodega Bouza                                                                              

bouza@bodegabouza.com
visitas@bodegabouza.com

Como chegar: todas as explicações super detalhadas estão no próprio site da bodega (aqui)

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Dica de galeria de arte em João Pessoa – Galeria Gamela de Arte

Além de nos brindar com sombra e água fresca e um centro histórico cativante João Pessoa ainda tem alguns tesouros escondidos, um deles é a Galeria Gamela de Arte (site aqui).

Fundada em 1980, a galeria vem desde então revelando e apresentando preciosidades produzidas por artistas plásticos locais.

A coordenadora da galeria, Roseli Garcia com muita sensibilidade divulga o trabalho de diversos artistas promovendo exposições e dessa forma permitindo com que a arte seja apreciada por pessoas “comuns” que acabam conhecendo a obra, a carreira do artista e o seu processo criativo. E é a partir dessa integração que se cria no apreciador a vontade de adquirir a obra e tê-la como um bem cultural na sua própria casa.

Entre os artistas, a maioria paraibanos, destaco o trabalho de uma artista chamada Analice Uchôa (site aqui). Seu trabalho já figura em entre os expoentes na arte Naif, estilo que sua obra mais se identifica.

O termo naif significa: a arte da pintura que se apresenta sem vínculos com a tradição erudita e convencional; é uma arte espontânea e popularesca  com formas sempre figurativas e a utilização de cores vivas e puras.

Em geral o artista naif é autodidata e sua temática contempla o universo da cultura popular, com seus ritos e mitos, festas e costumes, indo da cidade ao campo, relatando comportamentos, modos de vida e de expressão do povo nas suas manifestações originais.

São diversos os artistas que a galeria possui obras, são telas e esculturas lindíssimas. Fica a dica para um passeio cultural no pós praia.

Vejam o que vocês vão encontrar por lá:

Analice Uchoa

Analice Uchôa

Analice Uchôa

Analice Uchôa

Alexandre Fialho

Alexandre Fialho

Adriano Dias

Adriano Dias

Obra de coleção da galeria

Obra de coleção da galeria

 

Carlos Djalma

Carlos Djalma

Celia Gondin

Celia Gondin

Coleção da galeria

Coleção da galeria

Cristina Strapação

Cristina Strapação

Eu fiquei encantada, com vontade de levar várias obras pra casa! Garanti duas caixinhas da Analice que são lindas 😉

Galeria Gamela de Arte

Av. Nossa Senhora dos Navegantes, 756/101 esq. Av. Olinda,193/Tambaú                          João Pessoa – Paraíba                                                                                                                   Fone: (83) 8815-5944 / 9962-7969

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